Uma pesquisa da Fundação João Pinheiro (FJP) mostra que São Gonçalo do Rio Abaixo é o sexto município de Minas Gerais com o maior volume financeiro de exportações. No ano passado, a cidade obteve faturamento de US$1.652.230.536,00, o maior montante entre os 17 municípios do Médio Piracicaba.
A economia de São Gonçalo do Rio Abaixo é baseada na exploração do minério de ferro, em particular na mina de Brucutu, operada pela Vale. Sozinha, a cidade respondeu por 3,99% das exportações de Minas Gerais em 2025. A maior porção, US$1,19 bilhão, provém de vendas à República Popular da China. Outros US$220 milhões foram provenientes das vendas para o Sultanato de Omã, na Península Arábica. Mais US$120 milhões vieram da Malásia, e outros US$30 milhões, da Holanda.
Itabira é a segunda cidade da região e a nona de Minas Gerais em valores decorrentes da exportação, vendendo US$1,16 bilhão, o que corresponde a 2,81% das exportações de Minas Gerais no ano passado. A economia itabirana também é baseada na extração de minério de ferro, e a cidade foi o berço da então Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), hoje uma gigante mundial do setor. A China responde por US$590 milhões das exportações de Itabira. Outros compradores importantes são Omã, Japão, Malásia e Estados Unidos.
São Gonçalo do Rio Abaixo e Itabira superam até a capital do estado, Belo Horizonte, que vendeu ao exterior o equivalente a US$830 milhões. A liderança do ranking estadual pertence a Varginha, que exportou US$3,29 bilhões, advindos principalmente do envio de café à Alemanha, Estados Unidos, Japão e Itália.
Com US$470 milhões, aparece Catas Altas, superando municípios como Contagem, Montes Claros e Ipatinga. Barão de Cocais exportou US$130 milhões, e João Monlevade, US$120 milhões, à frente de Juiz de Fora e Barbacena. Na lista, Nova Era figura com US$50 milhões exportados, e Rio Piracicaba, com US$29,4 milhões.
