O acordo de aliança estratégica que oficializa a criação do Parque Tecnológico do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) em São Gonçalo do Rio Abaixo será assinado na próxima segunda-feira (20). A cerimônia que marca a parceria entre a Prefeitura Municipal e a instituição pública federal está marcada para às 9h30, no Centro Cultural do município.
Conforme a administração, a chegada do IFMG marca um novo passo de São Gonçalo do Rio Abaixo para a sua diversificação econômica. Os investimentos são custeados pelo Fundo de Desenvolvimento Econômico, com previsão de evolução progressiva da unidade em 48 meses. “A escola funcionará no prédio onde atualmente está a Prefeitura, prestes a ser desocupado pela administração municipal”, informa o governo municipal.
Inovação para a cidade
Também segundo a gestão do prefeito Raimundo Nonato Barcelos, o Nozinho (PDT), inovação, empreendedorismo, tecnologia e geração de empregos qualificados estão na trilha do Parque Tecnológico do IFMG em São Gonçalo do Rio Abaixo. A estrutura prevê a modernização da região central do município.
Conforme anunciado, o centro da cidade prevê espaços de coworking modernos e funcionais, laboratórios e um ambiente maker para prototipagem. A Prefeitura também anuncia que serão oferecidos cursos de formação, técnicos e de pós-graduação e projetos de pesquisa e extensão. Além disso, a unidade inclui uma incubadora de empresas em um distrito exclusivo para produção de alimentos, uma das principais vocações do município.
“A concretização do Parque Tecnológico do IFMG em São Gonçalo do Rio Abaixo é uma parceria entre as secretarias de Desenvolvimento Econômico, Educação e Ciência e Tecnologia”, informa a Prefeitura.
Pioneirismo
Segundo o IFMG, São Gonçalo será a primeira cidade a receber uma Unidade Tecnológica Federal. A iniciativa integra o Parque Tecnológico Distribuído do IFMG, projeto pioneiro no Brasil que busca descentralizar a inovação e levar oportunidades de desenvolvimento científico, tecnológico e econômico a municípios do interior.
O parque tem como objetivo estimular a pesquisa aplicada, apoiar empreendedores, aproximar o setor produtivo do ambiente acadêmico e diversificar a economia local.
Conforme anunciado, a parceria deve ter duração de 48 meses, com a previsão de desenvolvimento de oito pesquisas nas áreas de Inteligência Artificial e Produtos Alimentícios Artesanais, além da oferta de três cursos de especialização lato sensu, quatro cursos técnicos, pós-graduação e Formação Inicial e Continuada (FIC).
Entre esses, uma terá como foco o mofo branco da cana-de-açúcar, praga que afeta a produção agrícola. A proposta é que os estudos e soluções desenvolvidos no parque atendam demandas de produtores locais e regionais, estimulando a criação de tecnologias além de parcerias entre poder público, iniciativa privada e academia.

