Continuam as investigações sobre o esquema financeiro que teria lesado várias vítimas no Médio Piracicaba. A Notícia apurou que policiais da Delegacia Especializada de Combate a Fraudes, de Belo Horizonte, estiveram em São Gonçalo do Rio Abaixo nesta semana para uma operação, que permitirá prosseguir com as apurações. O crime veio a público no início de outubro, mas a Polícia Civil não repassa mais informações e nem divulga os nomes dos envolvidos.
Relembre
Conforme o A Notícia já havia publicado, o esquema financeiro investigado seria uma “pirâmide” financeira, com vítimas em João Monlevade, Itabira e, principalmente, São Gonçalo do Rio Abaixo. O crime teria começado em 2024, quando um morador da cidade teria iniciado um serviço de “investimentos” que prometia pagar lucros entre 3% e 5% por semana, ou de até 20% ao mês, através de ações, commodities e moedas digitais.
Os pagamentos eram realizados às sextas-feiras, o que servia como chamariz para mais vítimas. Entre os lesados, estão empresários, comerciantes e empreendedores do Médio Piracicaba e os prejuízos são calculados em R$15 milhões. Segundo apurado, alguns até receberam parte dos rendimentos, mas os pagamentos cessaram. O suspeito de movimentar o esquema não está na cidade e deixou várias pessoas lesadas.
Entenda o crime
Nos golpes de “pirâmide”, a vítima é atraída com a promessa de retornos rápidos, polpudos e seguros para seus “investimentos”. Para tanto, ela precisa aplicar algum valor e convidar outras pessoas a também ingressar no esquema, praticamente em progressão geométrica.
Na realidade, não há legítima geração de riqueza e valor, e os lucros pagos àqueles que primeiro aderem (os níveis mais altos da “pirâmide”) provêm das aplicações daqueles que ingressam posteriormente (os andares mais baixos). Quando já não há mais interessados a convidar, o dinheiro acaba e a “pirâmide” desmorona, deixando um rastro de prejuízos, principalmente, nos níveis mais baixos.

