A Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (COMPDEC) de Itabira mantém estado de atenção devido às chuvas intensas desde o início da semana. O alerta da Defesa Civil Estadual classifica o risco como moderado, com precipitações previstas até domingo (25). Mais de 100 milímetros de chuva foram registrados nos últimos dias, elevando riscos de deslizamentos, alagamentos e quedas de árvores.
Equipes monitoram áreas vulneráveis, vistoriando imóveis, encostas e taludes. A população deve evitar ruas alagadas, encostas, rios, postes, árvores e muros com rachaduras. Nilma Macieira, coordenadora local, enfatizou a parceria comunitária. “Estamos monitorando constantemente as áreas de risco e atuando para garantir a segurança das famílias. A população é nossa maior parceira nesse trabalho, e cada atitude preventiva faz diferença durante esse período de chuvas intensas”, ressaltou.
Nas últimas 96 horas, Senhora do Carmo acumulou 225,2 mm; João XXIII, 155,2 mm; e Pedreira, 124,2 mm. Nas últimas 12 horas, a área urbana registrou 77 mm. Contatos: Defesa Civil (199, (31) 3839-2147 ou (31) 98394-6273); Bombeiros (193); PM (190); SAMU (192).
Ações e respostas às chuvas recentes
Desde dezembro de 2025, com picos nos dias 12 e 14 afetando bairros como Pedreira, a Defesa Civil realizou 269 vistorias em imóveis, taludes e árvores, atendendo destelhamentos, alagamentos e colapsos. Foram distribuídos 15.200 m² de lonas (19 rolos) e 348 telhas para reparos emergenciais, além de busca, salvamento, socorros e kits de necessidade básica.
Nilma destacou o esforço contínuo. “Desde as chuvas de dezembro, nossas equipes vêm atuando de forma ininterrupta, monitorando áreas de risco e prestando todo o suporte necessário às famílias afetadas. Esse trabalho de acompanhamento é fundamental para reduzir novos impactos e garantir mais segurança para a população”, afirmou.
Reconhecimento federal e benefícios
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) reconheceu a situação de emergência em Itabira e outros oito municípios, permitindo solicitação de recursos para cestas básicas, água, kits de higiene e dormitório.
Famílias afetadas podem pedir saque do FGTS ou aluguel social na Secretaria de Assistência Social, para reparos em casas danificadas.

