A campanha Salve a Julinha entrou nesta semana em uma etapa decisiva. Um novo boletim divulgado pela família indica que faltam menos de R$1 milhão para alcançar a meta de arrecadação, de R$20 milhões. Segundo o boletim, a campanha já recolheu R$19.004.790,58, que correspondem a 95,02% da meta estipulada. Faltam conseguir R$995.209,42, que são 4,98% do total da campanha.

A campanha Salve a Julinha foi lançada em 22 de janeiro deste ano, com a meta de salvar a vida de Júlia Pontes Teixeira Domingues, de quatro anos, moradora de São Domingos do Prata. Ela foi diagnosticada com Lipofuscinose Ceróide Neuronal de tipo 7 (CLN7), uma doença raríssima, com menos de uma centena de casos documentados em todo o mundo. Esse mal mina progressivamente as capacidades do paciente, como falar ou engolir. Uma vez perdidas, essas habilidades não podem mais ser recuperadas.

Relembre

A mãe de Júlia, Fernanda Pontes Teixeira, conta que começou no início do ano passado a perceber que a filha perdia habilidades que já adquirira. Ela se desequilibrava e caía, mesmo parada, tinha dificuldades para brincar com outras crianças, salivava com mais intensidade, ficava com a fala confusa e “enrolada” e, ao subir uma escada, precisava apoiar as mãos nos degraus e aplicar muita força.

A família procurou a ajuda de vários profissionais, mas não descobriram qual a razão desses sintomas. No fim de 2024, Júlia foi submetida a um exoma, um teste para detectar doenças raras, que foi analisado por um laboratório norte-americano. Conforme o pai de “Julinha”, Alan Domingues, o resultado chegou no dia 27 de dezembro: Júlia possui a Lipofuscinose Ceróide Neuronal de tipo 7 (CLN7).

A família procurou por alternativas em todo o mundo, mas encontraram uma única esperança para a filha: uma pesquisa em desenvolvimento nos Estados Unidos, empreendida pela Elpida Therapeutics em parceria com o Southwestern Medical Center, da Universidade do Texas. No entanto, o laboratório necessita de US$3 milhões, o equivalente a R$18 milhões, uma quantia que a família não possui.

A coleta de recursos começou no dia 22 de janeiro, e nos nove meses seguintes, todo o Médio Piracicaba comoveu-se e envolveu-se naquela que talvez haja sido a maior mobilização de solidariedade de sua história. Rifas, bazares, apresentações musicais e artísticas, partidas esportivas, pedágios solidários e a coleta de doações através da internet. Desde o início, a campanha ultrapassou os limites da região, realizando várias ações de arrecadação de recursos na capital mineira, em todo o estado de Minas Gerais, no Brasil e até no exterior.

A campanha “Salve a Julinha” alcançou os R$18 milhões em 17 de outubro, mas não chegou a seu fim. A família descobriu pouco antes que teria que custear o equivalente a mais R$2 milhões em despesas hospitalares. Desta forma, a arrecadação continua, mirando agora a meta de R$20 milhões. Através deste endereço, é possível conhecer todas as opções para doar e comprar as rifas solidárias e produtos vendidos.