A gestão da mobilidade urbana voltou aos debates na sessão dessa quarta-feira (15) da Câmara Municipal de João Monlevade. O presidente da Câmara Municipal, Fernando Linhares (Podemos), policial civil e com larga passagem pelos serviços de trânsito da corporação, é um dos que defendem a pauta e deu um diagnóstico negativo nesta semana: “Eu estou vendo uma piora no trânsito de João Monlevade, uma piora em ocorrência de acidentes, uma piora em gestão, uma piora em fluxo”.
Segundo o parlamentar, a Prefeitura sempre “muda a conversa” quando vereadores a procuram para tratar do tema e apontou para a falta de ações concretas por parte do Executivo para minimizar os problemas de mobilidade no município. “Eu não vi ainda a Prefeitura falar nada em relação à implantação do rotativo. Eu não vi nada de a Prefeitura falar sobre a delimitação de vagas de estacionamento”. Linhares ainda citou o planejamento da gestão de fluxo durante as obras de recomposição asfáltica da avenida Vereador João Braga, no bairro Jacuí.
Outro parlamentar, Sassá Misericórdia (Cidadania), pediu a instalação de um semáforo ou um quebra-molas no cruzamento da avenida Wilson Alvarenga com a LMG-779, a conhecida “estrada do Forninho”, no bairro Baú, em decorrência da grande quantidade de acidentes no trecho. Para o vereador, várias esquinas da cidade precisam de atenção.
Vanderlei Miranda (Podemos) defendeu a criação de uma Guarda Municipal para gerir o fluxo de veículos. “Vamos abrir os olhos, vamos pensar no futuro, não no momento, vamos pensar no futuro, porque uma hora vai chegar a conta e vai cobrar a necessidade da Guarda Municipal”. Miranda afirmou que ela seria autossustentável com os recursos obtidos com a aplicação de multas de trânsito.
Settran em autarquia
Sobre esse assunto, Fernando Linhares declarou que uma das soluções seria transformar o Setor de Trânsito e Transporte (Settran), que é subordinado à secretaria de Serviços Urbanos, em autarquia, medida que daria mais autonomia ao setor. “Monlevade também não tem como ficar sem o estacionamento Rotativo. As vagas ficam ocupadas por horas pelo mesmo veículo”, disse. Entre os trabalhadores e comerciantes, a ausência do rotativo também já gera impactos negativos nas áreas centrais. Ele defende a proibição de estacionamento de veículos na Wilson Alvarenga, sentido ArcelorMittal, para garantir mais fluidez na avenida, que recebe veículos de várias cidades da região.
O vereador Marquinho Dornelas (Republicanos) também cobrou a volta do Rotativo. Ele citou o caso de um lojista que teria “reservado” uma vaga na avenida Getúlio Vargas. Dornelas também pediu à Prefeitura o reajuste dos salários e a contratação de mais profissionais para reforçar o time.

