A Prefeitura de João Monlevade articula a implantação de uma unidade de atendimento oncológico, com foco em quimioterapia, por meio de uma tratativa envolvendo o Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD), de Itabira, e o Hospital Margarida. A proposta é que o serviço, gratuito via SUS, funcione no segundo andar do prédio do antigo Pronto Atendimento (PA), no bairro Belmonte.
A informação é do prefeito Laércio Ribeiro (PT), durante a entrevista coletiva com a imprensa na manhã de quarta-feira (17). Conforme o prefeito, a iniciativa está em fase de diálogo e envolve, além de questões técnicas entre as instituições de saúde, negociações políticas nos bastidores para viabilizar o projeto.
Segundo o chefe do Executivo, a ideia é transformar o espaço, que tem cerca de 2.500 m² e atualmente subutilizado, em uma extensão dos serviços hospitalares, ampliando o acesso dos pacientes oncológicos de João Monlevade e da região ao tratamento de quimioterapia. Isso diminuirá deslocamentos frequentes de pacientes para outros municípios.
Ainda conforme Laércio, o município não teria condições de arcar sozinho com os investimentos necessários para adequação do espaço físico. Por isso, a proposta prevê que a estruturação e adaptação do local fiquem a cargo do grupo hospitalar parceiro. Até o momento, não há definição sobre valores, modelo de custeio ou forma de operação da futura unidade.
O prefeito informou também que já existe um estudo arquitetônico preliminar, que prevê adequações estruturais no segundo pavimento, incluindo a criação de uma nova entrada, uma vez que o formato atual do prédio não atende às exigências para o funcionamento de um serviço de saúde. O secretário municipal de Planejamento, Fabrício Lopes, confirmou que as conversas estão em andamento e que uma visita técnica ao local já foi realizada.
Conforme apurado pelo A Notícia, o projeto de lei que autoriza a parceria e a cessão do espaço público para a Associação São Vicente de Paula, mantenedora do Hospital Margarida, já está pronto e deverá ser encaminhado à Câmara Municipal em breve. O vereador Vanderlei Miranda (Podemos) já manifestou a intenção de propor que o centro de quimioterapia receba o nome de Maria Luzia de Oliveira, a Dona “Luzia do Cartório”, em memória de uma das personalidades históricas de João Monlevade. A unidade poderá atender dezenas de pacientes diariamente, de Monlevade e cidades da região.
Mais detalhes
Conforme apurado, o Hospital Nossa Senhora das Dores já possui licenças para atuar na área de oncologia e ofertará o suporte técnico, enquanto o Hospital Margarida participará da operação por meio de sua mantenedora, a Associação São Vicente de Paula.
Por se tratar de uma estrutura antiga, sem intervenções significativas há mais de 20 anos, o espaço precisará passar por adequações estruturais, como o isolamento da área, nova entrada pela rua transversal e rampa de acesso para ambulâncias e ônibus do transporte de saúde, dentre outras.
As conversas iniciais começaram a partir de articulações do empresário Elgen Machado, o Machadão, marido da vice-prefeita Dorinha Machado (Avante). Ele disse ao A Notícia, durante visita do presidente Lula a Itabira, que dialogava com lideranças políticas para trazer um centro de quimioterapia para Monlevade. Durante visita ao Hospital Margarida, houve sinalização positiva da instituição local, o que levou à construção da parceria com o hospital de Itabira.

