Os vereadores de João Monlevade iniciaram o ano legislativo na quarta-feira (4), com a primeira reunião ordinária do Legislativo em 2026. Antes da sessão, o prefeito Laércio Ribeiro (PT) e o assessor de Governo Cristiano Vasconcelos se reuniram com os parlamentares.

Durante o encontro, os representantes do Executivo desejaram um bom trabalho aos edis e colocaram a administração municipal à disposição do Legislativo, reforçando o diálogo institucional entre os poderes. Por sua vez, os parlamentares pediram atenção do Executivo às solicitações feitas pela Casa e às matérias aprovadas.

Em entrevista ao A Notícia, o prefeito destacou planos para os próximos meses. Entre esses, a construção da UBS no bairro José de Alencar e a demolição e reconstrução do Centro Social Urbano (CSU), no Loanda. Ele ainda citou obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e Centro Esportivo no bairro Estrela Dalva.

Críticas

Porém, mesmo após a visita, vários parlamentares usaram a tribuna e criticaram, sobretudo, secretários e chefes de divisão. As mais contundentes foram sobre limpeza pública, buracos em ruas e avenidas de bairros e região central, setor de trânsito e atendimento no setor odontológico.

Ao A Notícia, o prefeito Laércio comentou que recebeu muitas demandas e pedidos dos vereadores em várias áreas. Ele reconheceu que há problemas na limpeza urbana, trânsito e buracos. “A cidade está feia nesse sentido”, disse o prefeito. Ele ainda reiterou que entende que a população sofre sem ter necessidades atendidas, mas que fará o possível para minimizar essas dificuldades.

Reunião

Na sessão, foram lidos três projetos de lei e um anteprojeto, que agora seguem para análise das comissões permanentes, etapa que antecede a votação em plenário. Os projetos de lei apresentados tratam de temas relacionados ao calendário oficial de eventos do município, transparência na administração pública e denominação de via.

Moção de Repúdio

Na reunião também foi aprovada a “Moção de Repúdio” apresentada pela vereadora Maria do Sagrado (PT), como manifesto contrário ao episódio de injúria racial sofrido pela servidora pública Jamilly Jully dos Santos Felipe, moradora do município.

A moção é uma forma oficial do poder Legislativo expressar desaprovação e indignação pública contra as ofensas racistas, misóginas e de cunho sexual dirigidas. Porém, os vereadores Sidney Bernabé (PL), Sinval Dias (PL) e Zuza Veloso (PL) foram os únicos que votaram contra, alegando “desconhecer profundamente” o caso.