O que inicialmente parecia ser um importante golpe contra o tráfico de drogas em João Monlevade acabou ganhando novos contornos com o avanço das investigações. A Polícia Civil confirmou nesta quarta-feira (25) que a substância apreendida pela Polícia Militar no fim da tarde de segunda-feira (23), não era cocaína, e sim uma mistura de talco com bicarbonato de sódio.
O material, que pesa cerca de 5 quilos, foi localizado durante uma operação da 17ª Companhia de Polícia Militar Independente, em uma sala comercial na avenida Wilson Alvarenga, em Carneirinhos. A ação foi motivada por denúncia anônima de que o imóvel estaria sendo utilizado para atividades de tráfico de drogas.
Durante a incursão, os militares encontraram o pó branco armazenado em uma sacola plástica, além de uma balança de precisão. Diante da suspeita, todo o material foi imediatamente recolhido e encaminhado à Delegacia Regional da Polícia Civil para análise pericial.
No entanto, de acordo com o delegado Bernardo Machado, dois testes laboratoriais confirmaram que não se tratava de droga ilícita. “A perícia constatou que a substância é talco misturado com bicarbonato de sódio”, afirmou o delegado ao A Notícia. Com isso, o caso ganha novos desdobramentos e as investigações continuam.
O delegado também reitera a importância do trabalho da Polícia Militar. “Embora a substância não seja cocaína, o trabalho da PM foi muito importante porque, além de apreender uma balança de precisão, coletaram muitos indícios da prática do crime de tráfico de drogas”, destaca o delegado Bernado Machado.
O caso
Segundo a Polícia Militar, a principal suspeita é uma mulher de 28 anos. Conforme apurado, o Boletim de Ocorrências informa que a mulher, que seria moradora de Matipó (Zona da Mata) alugou o imóvel. Mas após várias tentativas de contato, sem sucesso, a imobiliária responsável decidiu ir ao local. Ao abrir a sala, um funcionário deparou-se com o cômodo vazio, apenas com um armário, onde estava o material apreendido. Desconfiado, ele chamou a polícia que compareceu ao local.
A mulher segue sendo procurada pela polícia e as investigações são para esclarecer os reais objetivos do uso da sala comercial. A Polícia Civil também apura a origem do material e se outras pessoas estão envolvidas no caso. Ainda não está claro se a mistura foi produzida com a intenção de simular cocaína ou se o local servia a outros propósitos, possibilidade que também está sendo investigada. “A probabilidade é no sentido de que a substância seria utilizada para misturar com cocaína para dar maior volume. Mas estamos investigando”, informa o delegado Bernardo Machado.
A população pode colaborar com informações sigilosas por meio dos telefones 190 ou Disque-Denúncia 181.

