A ação dos socorristas do Serviço Voluntário de Resgate (Sevor) salvou um bebê de três meses de vida na noite de domingo (6) em João Monlevade. Ele estava com a conhecida “síndrome de torniquete capilar”, quando cabelos ou linhas finas se enrolam em extremidades, como dedos de crianças pequenas.
Segundo o Sevor, a situação pode ocorrer em ocasiões diversas, como durante o banho da criança, quando algum fio se enrosca em alguma parte do corpo. Em casos extremos, quando o resgate não é feito a tempo ou de forma adequada, pode acarretar a necrose do membro estrangulado.
Conforme os socorristas, por volta das 18h, a mãe da criança chegou à sede da instituição, no bairro Sion, com seu filho nos braços. Um dos dedos do pé da criança estava sendo estrangulado por fios de cabelo, o que impedia a livre circulação do sangue. A pressão dos fios chegou a ferir o dedo do bebê.
Imediatamente, os socorristas iniciaram os procedimentos e conseguiram remover o cabelo e restabelecer a plena passagem do sangue pelos dedos do pé da criança. Muito agradecida, a mãe fez questão de tirar uma fotografia com os integrantes do Serviço Voluntário de Resgate.
Síndrome do torniquete do cabelo
A maioria dos casos de síndrome do torniquete capilar ocorre em bebês com idade média de cinco meses. Os primeiros sintomas da síndrome do torniquete capilar podem incluir choro excessivo e irritabilidade. Os pais ou responsáveis podem notar vermelhidão ou inchaço em um dedo da mão, do pé ou em outra parte do corpo. Essa área pode ficar sensível e causar dor e desconforto ao bebê. “Após uma inspeção mais detalhada, você poderá observar um sulco na área. Pode parecer um sulco normal nas dobras do seu bebê. Em casos mais graves, o sulco pode estar cheio de líquido e apresentar um odor desagradável”, informam especialistas.

