A 3ª Delegacia Regional de Polícia Civil, sediada em Itabira, cumpriu nesta terça-feira (29) dois mandados de prisão e quatro de busca e apreensão relacionados à investigação de um assassinato a tiros ocorrido em 9 de março deste ano. O crime ocorreu no bairro Bálsamos, e na ocasião, a vítima foi baleada durante uma festa, sendo levada por particulares até o Pronto-Socorro Municipal de Itabira, onde a equipe médica constatou a sua morte.
A investigação conduzida pela Polícia Civil itabirana apurou que um dos suspeitos, que está preso preventivamente por tráfico de drogas e pelo homicídio, foi o responsável pelos disparos de arma de fogo que mataram a vítima, que morreu aos 27 anos de idade. O inquérito concluiu que o homem morto e um outro investigado teriam comparecido ao local para atentar contra a vida de um rival no contexto da disputa entre organizações criminosas. A contenda se estendeu para a parte externa da festa, onde o autor agora preso disparou e matou o homem.
A Polícia Civil concluiu o inquérito que apurava os fatos, e o remeteu ao Poder Judiciário para que o Ministério Público e a Justiça prossigam com o processo até uma eventual condenação dos réus. Segundo a corporação policial, o crime de homicídio qualificado com as circunstâncias verificadas pode render uma pena máxima de até trinta anos de reclusão. Conforme estabelece o Código Penal brasileiro (lei 2.848, de 7 de dezembro de 1940), a pena mínima para quem é condenado pelo crime de homicídio qualificado, tipificado no artigo 121 dessa lei, é de doze anos de prisão.
Em nota divulgada nesta terça-feira à imprensa, a Polícia Civil de Minas Gerais “reitera seu compromisso com a elucidação de crimes graves e com a promoção da justiça e da segurança pública, reforçando que todas as medidas legais cabíveis foram adotadas para garantir a responsabilização dos envolvidos”.

