João Monlevade foi um dos municípios pelos quais passou a operação Anônimos, lançada pela Polícia Civil nessa quinta-feira (10). A ação foi desencadeada pela corporação para coibir o delito de apologia ao crime nas redes sociais. A operação Anônimos foi coordenada pela 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Teófilo Otoni.
Além de João Monlevade e Teófilo Otoni, onde ações também foram executadas no distrito de Pedro Versiani, a operação Anônimos cumpriu mandados de busca e apreensão nos municípios de Belo Horizonte, Governador Valadares, Frei Inocêncio, Ataléia e Franciscópolis. Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais civis apreenderam celulares e outros materiais que ajudarão o trabalho investigativo.
Durante as apurações, os agentes identificaram dezenas de comentários que exaltavam grupos criminosos e seus integrantes em publicações de jornalistas em uma rede social. Esses comentários foram publicados em 2024, ao longo de um período de intensos conflitos entre bandos de marginais no Vale do Mucuri, onde está o município de Teófilo Otoni.
Ao longo das apurações, a Polícia Civil conseguiu identificar 19 pessoas como suspeitas de terem publicado os comentários de enaltecimento aos bandidos. Todas se utilizavam de perfis falsos para postar esses comentários. Eles podem responder pelos delitos de apologia ao crime e envolvimento com organização criminosa.
O Código Penal brasileiro (lei 2.848, de 7 de dezembro de 1940) tipifica o delito de apologia de crime ou criminoso, previsto no artigo 287, como “fazer, publicamente, apologia de fato criminoso ou de autor de crime”. A pena prevista é de detenção, de três a seis meses, ou multa.

