O empresário Danilo Guimarães, dono do bar e lanchonete Postim – Seu Quintal, apresentou ao A Notícia laudos sobre o ruído em seu estabelecimento, instalado no bairro JK, em João Monlevade. As medições foram contratadas pela Prefeitura junto à empresa Ecoar, e foram realizadas nos dias 4, 5 e 19 de abril, rendendo longos relatórios.

Segundo os documentos, as aferições ocorreram primeiro em um ponto e depois em dois locais dentro de imóveis na vizinhança. Conforme o próprio relatório, o nível máximo de barulho permitido em zonas como o bairro JK durante o período noturno é de 55 decibéis. O período noturno começa às 22 horas, prosseguindo até às 7 horas ou, se o dia seguinte for de um fim de semana, até às 9 horas.

Uma das medições, realizada em 19 de abril no dormitório de uma das residências, atestou que o ruído a chegar ao ponto de medição era de 50 decibéis, quando o limite era de 55 decibéis. Na sala de estar no mesmo dia, com o mesmo limite de 55 decibéis, o barulho foi de 41 decibéis. Na medição anterior, realizada nos dias 4 e 5 de abril, a aferição detectou sons de 55,9 e 57,6 decibéis, quando o limite era de 60 decibéis. Em todas as aferições, portanto, o volume constatado estava dentro dos padrões estabelecidos por lei.

Relembre

Em 7 de fevereiro, A Notícia trouxe a reclamação de moradores do bairro JK sobre os eventos noturnos realizados pela lanchonete Postim – Seu Quintal. Eles se queixavam de que não conseguiam dormir em razão do barulho intenso vindo do estabelecimento, que promovia apresentações musicais ao vivo até a madrugada.

Segundo os relatos à época, uma idosa teria ido parar no hospital em decorrência de uma crise de ansiedade. Além disso, vizinhos já procuravam por imóveis em outras regiões da cidade. Na ocasião, Danilo Guimarães se defendeu, afirmando que medições apontavam que o nível de ruído emitido pelo bar e lanchonete estava dentro do permitido para o horário.