A poucos dias da decisão da Copa do Mundo de 2026, as atenções do planeta se voltam para o craque Lionel Messi e para a campanha da Argentina, última seleção sul-americana ainda na disputa pelo título. Mas, para o tarólogo e espiritualista Joel Paschoa, natural de João Monlevade e radicado em Belo Horizonte, o principal significado da competição ultrapassa o resultado dentro de campo.
Em sua leitura, a Copa funciona como um grande espelho simbólico dos movimentos da humanidade. Nesse contexto, Lionel Messi não representa apenas um dos maiores jogadores da história, mas o arquétipo do encerramento de um ciclo coletivo. Segundo Paschoa, essa interpretação ganha força porque a final do Mundial, marcado para o dia 19 de julho, coincide com um raro alinhamento planetário que, em sua visão, marca um período de transição histórica e espiritual.

O futebol como linguagem simbólica
Joel Paschoa afirma que Messi, nascido em 24 de junho de 1987, é um canceriano típico e disputa o Mundial justamente durante o período regido por seu signo. Para ele, essa coincidência reforça a sintonia entre o momento vivido pelo atleta e o simbolismo atribuído ao torneio. Sua análise combina astrologia, numerologia pitagórica, Cabala e Tarô, que não têm comprovação científica, práticas sem comprovação científica para previsão de acontecimentos, mas utilizadas como ferramentas ao longo da história ancestral da humanidade.
Segundo o espiritualista, Messi atravessa um Ano Pessoal 4 na numerologia, associado ao encerramento de estruturas, à superação de desafios e à preparação para uma nova etapa. Já 2026 seria um ano universal de recomeços, representado, em sua interpretação, pela energia de Marte e pelo Arcano O Mago, do Tarô.
Outro elemento citado é o ascendente em Aquário do jogador, que, segundo Paschoa, confere ao argentino a criatividade, originalidade e uma percepção diferenciada do jogo. A combinação entre Sol em Câncer e ascendente aquariano simbolizaria o equilíbrio entre emoção e racionalidade, enquanto a presença de Júpiter em Áries indicaria liderança e capacidade de conduzir equipes em momentos decisivos.
Símbologia
Para Joel Paschoa, independentemente do resultado da Copa, Messi representa o fechamento da era dos grandes mestres do futebol contemporâneo. Na interpretação do espiritualista, o alinhamento planetário previsto para o dia da decisão (caso a Argentina chegue lá) simboliza o encerramento de um período de protagonismo em diferentes áreas da sociedade, como política, arte, religião e formas de governabilidade, abrindo espaço para novos paradigmas. “O futebol é uma linguagem universal. Assim como outras formas de arte, ele expressa a egrégora de uma nação e os movimentos coletivos da humanidade. O que vemos hoje é uma arte muitas vezes submetida a interesses próprios e sombrios”, afirma.
Segundo Paschoa, esse novo ciclo poderá resgatar o chamado “futebol-arte”, devolvendo ao esporte seu papel como expressão cultural e elemento de identidade entre os povos. “O futebol arte, retoma seu caminho de expressão, linguagem e identificação de uma Cultura e Nação”, afirma.
Uma leitura espiritual da Copa
Joel Paschoa ressalta que sua análise não busca prever o resultado da competição, mas interpretar os significados simbólicos que ela pode assumir em um momento de mudanças globais. Para ele, grandes eventos esportivos frequentemente projetam arquétipos capazes de refletir processos históricos, culturais e espirituais vividos pela humanidade, sendo Messi um dos principais representantes desse momento de transição.
O espiritualista acrescenta que sua leitura considera o livre-arbítrio e, por isso, não deve ser entendida como uma previsão determinista. Em sua visão, o futebol serve como uma poderosa metáfora coletiva, capaz de revelar, por meio de seus símbolos, aspectos dos ciclos sociais, culturais e espirituais vividos pela humanidade. “Bem no fundo, não é o futebol que me interessa, mas usar esse contexto para um novo olhar e reflexão sobre os homens”, afirma.


