O Serviço Voluntário de Resgate (Sevor) comemorou na noite dessa terça-feira (4) seus 25 anos de atuação. O andar inferior da sede do grupo, no bairro Sion, ficou lotado de autoridades, representantes da sociedade civil, socorristas de vários grupos e os voluntários.

O presidente do Sevor, Renato Carvalho, afirmou que, nesse primeiro quarto de século, o grupo já atendeu a mais de 60 mil pessoas. Em média, são 280 atendimentos mensais. Um dos desafios enfrentados pela instituição é renovar a sua frota, pois as ambulâncias, em geral, já estão com muitos anos de uso, necessitando de muito tempo de manutenção. Outro intuito é transformar o terceiro andar da sede num espaço de convivência e equipá-lo com uma academia de ginástica.

Durante a solenidade, o Sevor entregou troféus de reconhecimento aos fundadores, ex-presidentes, familiares de socorristas falecidos e parceiros de diferentes setores da vida pública e empresarial. Os voluntários também receberam um broche comemorativo e um boné, que passa a fazer parte do uniforme de trabalho.
O presidente do Sevor reconheceu que o trabalho de resgate é árduo, mas recompensador: “Sempre enfrentamos muitos desafios para manter o serviço ativo. Nunca desanimamos, pois o nosso alvo é ajudar pessoas. Pois quando se faz com amor ao próximo e fé em Deus, sempre vencemos”. Ele também enalteceu o trabalho dos voluntários: “Sair do nosso, do momento de lazer, da nossa folga, da nossa família, para estar aqui 24 horas por dia, 365 dias do ano, não é fácil. A gente tem que abrir mão de muita coisa. A nossa família, a gente acaba abrindo mão de nossa família. Sacrificando a nossa família para estar aqui”.

Sede e conquistas

Renato Carvalho recordou que a sede foi construída em apenas 17 meses, num terreno doado pela Prefeitura e com a edificação bancada por doações da comunidade e de empresas. O presidente agradeceu vivamente a todos aqueles que colaboraram com a existência e a manutenção das atividades do Sevor. Ele ainda anunciou que está prestes a chegar uma nova ambulância, no valor de R$337 mil, obtida junto ao deputado estadual Eduardo Azevedo (PL) por intermédio do vereador Bruno “Cabeção” (Avante). Outro a destinar uma emenda foi o vereador Antônio Guedes (PDT), de Rio Piracicaba.

Parcerias

Segundo o presidente, com a chegada do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da concessionária Nova 381, o Sevor passa a ser uma força auxiliar: “Sempre tivemos a convicção que somos uma instituição de apoio, suprindo a ausência do estado. Estávamos como atores principais, mas agora somos forças auxiliares e esperamos continuar auxiliando da mesma forma”. Ele também deu as boas-vindas ao tenente Rubens Nery, novo comandante dos bombeiros em João Monlevade, e destacou a sinergia obtida com o Samu.

Falando ao A Notícia, o presidente externou o seu agradecimento a todos que colaboraram para o sucesso do Sevor em seus 25 anos: “Representa muita alegria. O sentimento de dever que está sendo cumprido, que a história não se termina aqui. Gratidão a toda a população de João Monlevade, às empresas, aos políticos. Isso demonstra para a gente que eles estão valorizando o Sevor”.

Discursos

Em todos os discursos, a tônica foi de agradecimento e exaltação ao trabalho do Serviço Voluntário de Resgate. Os prefeitos de João Monlevade, Laércio Ribeiro (PT), e de São Gonçalo do Rio Abaixo, Raimundo Nonato Barcelos, o Nozinho (PDT), enalteceram a importância dos socorristas para salvar vidas no Médio Piracicaba. Mauri Torres, ex-presidente da Assembleia Legislativa e do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, lembrou a quantidade de acidentes que já viu ao longo dos mais de 50 anos em que trafega pelas rodovias da região.

O médico Hamilton Plábio Lopes, um dos mais antigos a trabalhar no Sevor, destacou que a virtude do socorrista voluntário é a sua discrição: “Bom é aquele que chega na cena calado, e sai calado”. Sandro Torres relembrou o início dos trabalhos do grupo, ainda no fim da década de 1990. Sem estrutura, mas com disposição e boa-vontade, alguns escoteiros resgatavam vítimas de acidentes nas rodovias que cruzam o Médio Piracicaba. Em 4 de novembro do ano 2000, surgia formalmente o Serviço Voluntário de Resgate.

No início da cerimônia, o diácono Geraldo Lima, da paróquia Nossa Senhora da Conceição, fez uma prece e endereçou uma breve mensagem pelo aniversário do Sevor. Ao fim do ato, quem orou e profetizou foi o pastor Lieberth Oliveira Silva, ex-vereador de João Monlevade.