Com as obras nos trevos do Sion e do Cruzeiro Celeste, motoristas de Monlevade podem procurar novos caminhos. A Prefeitura reitera que as intervenções nos trechos não são do governo, mas sim, da Concessionária Nova 381. Porém, as ações impactam o tráfego de todo o município.

Diante disso, a gestão municipal orienta motoristas a evitar os trechos em obras sempre que houver rotas alternativas. Entre as opções indicadas estão acessos pelos bairros Loanda, Vera Cruz e Promorar, além da estrada do Jacuí, bem como outras vias que permitem ao motorista chegar ao destino sem passar diretamente pelos trevos.

A mudança, porém, não significa que os problemas desaparecem. Novos pontos de lentidão podem surgir, em outros pontos da cidade, especialmente, nos horários de maior movimento. O motorista que optar por uma rota alternativa também deve considerar que o tempo de viagem pode variar conforme o destino. A recomendação é planejar o deslocamento antes de sair e, quando possível, evitar os horários de maior concentração de veículos.

Enscon registra reflexos

Os impactos causados pelas obras nos trevos já produzem efeitos sobre o transporte coletivo. A Enscon, responsável pelas linhas municipais, registra aumento no tempo necessário para determinados deslocamentos. Nesta semana, o gerente da empresa, Alex Jordane, encaminhou ao A Notícia fotos e vídeos que mostram situações registradas durante as intervenções. O material reúne imagens de interrupções, veículos estacionados em locais proibidos, lentidão provocada pelas obras nos trevos, sistema de pare e siga, dentre outros obstáculos à circulação.

Segundo Jordane, as situações registradas ajudam a explicar os atrasos verificados nas linhas regulares e escolares do município. O problema tende a se ampliar quando as retenções chegam às vias utilizadas como alternativas. Para os ônibus, o impacto de alguns minutos de atraso pode se acumular ao longo do dia, comprometendo as viagens seguintes.

Dez linhas escolares afetadas

O transporte escolar também sente os efeitos da alteração no trânsito. Cerca de dez linhas do Rota Escolar sofrem impactos provocados pelas obras, conforme a Prefeitura. Além dos pontos diretamente afetados, os veículos coletivos costumam encontrar retenções em ruas e avenidas que passaram a receber maior volume de carros. Para as famílias, a recomendação é considerar possíveis alterações nos horários de chegada e saída dos estudantes enquanto durarem as intervenções.

Carro parado também atrapalha

Outro problema identificado no material encaminhado pela Enscon são veículos estacionados em locais proibidos ou que dificultam a passagem dos coletivos. Em trechos já pressionados pelo aumento do movimento, um carro estacionado de forma irregular pode reduzir ainda mais o espaço disponível para circulação e contribuir para a formação de filas.

A Prefeitura reforça que a colaboração dos motoristas é fundamental para reduzir os impactos. A orientação é evitar os trevos em obras quando houver uma alternativa viável e não bloquear cruzamentos, acessos ou áreas utilizadas em vias utilizadas pelos ônibus.