Estudantes, professores e funcionários da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) realizam nesta terça-feira (7) em várias cidades do estado uma manifestação contra a venda de prédios da instituição para terceiros. Em João Monlevade, a manifestação começa com uma carreata, que sairá do bairro Santa Bárbara por volta das 18h10 e passará pelas avenidas Gentil Bicalho, Wilson Alvarenga e Getúlio Vargas, até o encontro com a avenida Armando Fajardo, já no bairro Belmonte. Ali, por volta das 18h40, os manifestantes da carreata se unem com aqueles a pé, e sobem juntos até a sede principal da Faculdade de Engenharia (FaEnge), no bairro do Baú.

O movimento posiciona-se contra o projeto de lei 3.738, que está em tramitação na Assembléia Legislativa, já aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. O texto autoriza a venda de prédios pertencentes ao governo estadual para pagar partes da dívida pública. Dentre os edifícios a serem vendidos, está a sede da Uemg no bairro Santa Bárbara, ainda listada por seu antigo nome, de “Escola Estadual Vicente de Paula Neves”.

Utilidade

Segundo a diretora da Uemg em João Monlevade, Júnia Alexandrino, o prédio do bairro Santa Bárbara abriga atividades de ensino, pesquisa e extensão, os projetos que levam à comunidade o conhecimento desenvolvido na instituição, do 9º e 10º períodos dos cursos de Engenharia. Eles apontam que o terreno contíguo à unidade permite que ela cresça e se amplie. A venda da estrutura, afirma Júnia Alexandrino, prejudicará as atividades da universidade em João Monlevade. Ela recorda o histórico de serviços prestados pela casa de estudos à cidade: “A Uemg de João Monlevade está há 19 anos formando grandes profissionais para a região e para o mundo. Uemg: quem conhece defende”.

Além do prédio do bairro Santa Bárbara, a universidade usa a sede da antiga Escola Estadual Padre Drehmanns, no bairro Baú, e um prédio na avenida Getúlio Vargas, também no bairro Baú, que abriga laboratórios.