A cabeleireira e empresária Cíntia Torres (foto), moradora do bairro Satélite, em João Monlevade, foi um dos destaques do Carnaval de Belo Horizonte neste ano. Ela desfilou como musa em um carro alegórico da Acadêmicos de Venda Nova, escola que integrou o Grupo Especial e se apresentou na Avenida dos Andradas, na terça-feira (17).

A participação, conforme Cintia, marcou a realização de um sonho antigo, mas também simbolizou uma trajetória de superação. Em 2016, ela sofreu um grave acidente e recebeu o diagnóstico de que talvez não pudesse voltar a andar. Após tratamento e recuperação, conseguiu retomar a mobilidade e, anos depois, viveu o que ela define como um momento de gratidão. “Foi um presente de Deus. Entrar na avenida levando alegria através do samba é uma mistura de sentimentos”, afirmou.

Cíntia destacou o apoio recebido da diretoria da escola para sua participação no desfile, como o presidente da agremiação, Francisco Gonçalves, e do carnavalesco Marco Aurélio Gonçalves.

Para Cíntia, o desfile representou não apenas um momento festivo, mas a confirmação de uma conquista pessoal após um período difícil, marcado por desafios e recuperação. “Espero que a história de superação inspire outras pessoas que estão desmotivadas por depressão ou que têm problema de mobilidade”, declarou.

A Acadêmicos de Venda Nova, tradicional no samba mineiro, apresentou um enredo sobre a história de Belo Horizonte e da região de Venda Nova. Com mais de duas décadas de trajetória, a agremiação ficou em quarto lugar no Grupo Especial neste ano. Cintia foi destaque no carro alegórico 2, intitulado “A sorte da capital num tabuleiro de xadrez” vestindo a fantasia “As ruas da capital”.