Nas últimas semanas, os leitores de A Notícia têm enviado várias denúncias sobre o abandono e a falta de cuidado em diferentes bairros de João Monlevade. São problemas distintos, em regiões variadas, mas todos interferem na qualidade de vida da vizinhança.
Os exemplos mais comuns são os lotes que se transformaram em matagais. Um deles está na rua São Marcos, entre os bairros Aclimação e Santa Bárbara. Na rua Aracaju, no bairro Baú, e na rua Barão de Cocais, a principal do bairro Nova Esperança, o mato avança sobre a calçada, e o pedestre precisa caminhar sobre a pista de rolamento, dividindo espaço com os automóveis.



A “vegetação” de um terreno avança sobre uma residência vizinha na rua Libra, no bairro Estrela Dalva. Os matagais também atormentam os moradores da rua Marquês de Valença, no bairro Novo Cruzeiro, e na rua Bélgica, no bairro Cruzeiro Celeste. Na rua Rio Casca, no bairro Belmonte, um lote sem cuidados acabou se transformando num depósito de lixo, entulho e rejeitos: até colchões são abandonados ali, servindo de criadouro para insetos e animais peçonhentos. Uma moradora da rua Jordânia, no bairro Loanda, conta que uma cobra já apareceu em sua residência, provavelmente oriunda de um lote com mato alto na vizinhança.



Em um terreno na rua Cometa, no bairro Sion, o mato é misturado ao entulho e aos restos de construção numa obra inacabada. No bairro Lucília, o problema é que as gramíneas crescem sobre a calçada de um trecho da íngreme rua Hamaceck, forçando o pedestre a caminhar sobre o asfalto. Na rua Salvador, no bairro Baú, há despejo de restos de poda, galhos e detritos de obra sobre o passeio estreito. Na rua Vicente Domingues de Souza, no bairro José de Alencar, o problema é duplo: o matagal cresce sobre os passeios, e o asfalto afunda na pista de rolamento.




Medidas administrativas
Questionada, a Prefeitura de João Monlevade informou que, conforme previsto no decreto municipal nº 117/2021, o município possui respaldo legal para realizar a limpeza de lotes particulares que se encontrem em situação de abandono, com posterior lançamento dos custos ao proprietário, sem prejuízo da aplicação das penalidades cabíveis: “No que se refere às ocorrências ao longo deste ano, não houve execução de limpeza de lotes particulares com posterior cobrança ao proprietário, em razão da necessidade de otimização dos recursos humanos disponíveis para atender às demandas prioritárias de manutenção urbana”.
Entretanto, diz o Executivo, a Administração Municipal tem adotado medidas administrativas previstas na legislação, como a notificação dos responsáveis e a aplicação de multas, procedimento que vem sendo executado de forma contínua pelas equipes de fiscalização. Quanto ao cronograma de limpeza urbana, a Prefeitura afirma que está finalizando o planejamento das próximas etapas e divulgará, na próxima semana, os bairros contemplados, garantindo transparência e previsibilidade às ações. “A Administração reforça que a manutenção e limpeza de lotes particulares é responsabilidade dos proprietários, conforme a legislação vigente, e que o descumprimento das notificações acarreta multa e demais sanções previstas”, informa o governo.

