A presença de alimentos vencidos em unidades da rede municipal de ensino de João Monlevade foi tema de debate na Câmara Municipal nesta quarta-feira (25). A situação foi levantada pelo vereador Revetrie Teixeira (MDB), que afirma ter encontrado irregularidades durante visitas a seis escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (Cemeis).
De acordo com o parlamentar, entre os itens identificados estavam 30 caixas de leite de um litro e três pacotes de cinco quilos de açúcar com a validade expirada na Escola Municipal Eugênia Scharlé. Em ofício encaminhado à Secretaria Municipal de Educação, ele também relatou a presença de alho descascado fora do prazo no Cemei Padre Henriques, no bairro José de Alencar, além de outras ocorrências nas escolas Monteiro Lobato e Professora Cicinha Moura Simon. Na tribuna, o vereador ainda mencionou produtos como canjiquinha, iogurte e açúcar que teriam sido recebidos já vencidos. Revetrie Teixeira informou que avalia a possibilidade de acionar o Ministério Público para apuração do caso.
Repercussão
A denúncia repercutiu entre os vereadores. Thiago Titó (MDB) classificou a situação como grave e destacou possíveis impactos na saúde dos estudantes. Já o vereador Belmar Diniz (PT) defendeu maior rigor na fiscalização do recebimento e armazenamento dos alimentos, questionando possíveis falhas no controle dos estoques. Ele também sugeriu que eventuais excedentes sejam destinados a instituições assistenciais, a fim de evitar desperdícios.
A líder do governo na Câmara, Maria do Sagrado (PT), solicitou que a Secretaria de Educação adote providências diante dos fatos apresentados. Em nota, ao A Notícia, a Secretaria informou que segue protocolos de controle, armazenamento e segurança alimentar nas unidades escolares. Segundo o órgão, as escolas são orientadas a verificar, no momento da entrega, as condições dos produtos, incluindo prazos de validade, e a organizar os estoques priorizando o consumo de itens com vencimento mais próximo.
A pasta destacou ainda que, caso sejam identificados produtos fora do prazo no ato do recebimento, a orientação é para recusa e devolução imediata ao fornecedor. Sobre o descarte, informou que pequenas quantidades são inutilizadas com produto químico e descartadas de forma segura, enquanto volumes maiores devem ser recolhidos com apoio da Vigilância Sanitária.
Diante das denúncias, a Secretaria afirmou que irá intensificar as vistorias nas unidades escolares e reiterou o compromisso com a qualidade da merenda, a segurança dos alunos e a transparência na gestão pública.

