A disputa pela presidência da Câmara Municipal de João Monlevade já começa a tomar forma. O vereador Marquinho Dornelas (Republicanos), que já havia tornado público o seu intento de concorrer à chefia do Legislativo, posou para fotos junto com seus apoiadores na última sessão do semestre, nessa quarta-feira (15).
O grupo reúne Alysson Barcelos (Avante), Carlinhos Bicalho (PP), Leles Pontes (Republicanos), Marquinho Dornelas, Sidney Bernabé (PL), Sinval Dias (PL), Vanderlei Miranda (Podemos), Thiago Titó (MDB) e Zuza Veloso (Avante). Para ser eleito presidente, o candidato precisa obter ao menos oito votos, correspondendo à maioria absoluta (metade mais um) dos 15 parlamentares.
Ao A Notícia, Dornelas informou que já existe uma conformação para a futura chapa: ele como presidente, Vanderlei Miranda como vice, Alysson Barcelos como primeiro-secretário e Carlinhos Bicalho como segundo-secretário.
Antecipação
Também na reunião, o grupo apresentou um pedido para antecipar as eleições para a Mesa Diretora, normalmente, realizada na primeira quinzena de dezembro, para o dia 1º de outubro. O texto deverá ser votado nas próximas semanas. Na justificativa, os parlamentares apontam o maior tempo de transição entre uma Mesa Diretora e outra, principalmente após a abertura da Unidade de Atendimento Integrado (posto UAI).
O termo da atual Mesa Diretora do Legislativo monlevadense encerra-se em 31 de dezembro. Fernando Linhares (Podemos), que é presidente desde janeiro de 2023, não pode concorrer a mais dois anos no comando da Casa. Durante a reunião ordinária, ele defendeu que o Legislativo respeite o calendário previsto no Regimento Interno e evite decisões tomadas pela pressa.
Ao comentar o pedido para antecipar a eleição, o presidente reconheceu que é natural haver disposição para assumir a condução da Casa, mas alertou para os riscos da precipitação. “A gente não pode fazer nada na Câmara Municipal a toque de caixa, aprovando tudo a qualquer custo. Acho isso muito temerário para a governança da Casa e até para os próximos projetos que serão apresentados”, afirmou.
Apoio
Ao A Notícia, Dornelas diz que não foi procurado pelo governo para lhe ofertar apoio, embora, segundo ele, a administração de Laércio Ribeiro (PT) também não tenha apresentado objeções à sua candidatura. Dornelas reafirma que não adota uma postura oposicionista, mas ao contrário, buscará uma linha de harmonia entre os dois poderes, e demonstra sua boa-vontade e disposição de colaborar com o Executivo.
As discussões sobre a sucessão também já são levadas à tribuna há algumas semanas. Um dos defensores do grupo é o vereador Sinval Dias, um dos maiores opositores da gestão de Laércio. Ele chama a articulação de “grupo da LDO”, em referência à Lei de Diretrizes Orçamentárias. Por sua vez, Sidney Bernabé, outro nome da oposição, prefere chamar a articulação de “grupo Harmonia”, uma referência a um grupo de amigos e à loja maçônica de mesmo nome.


