Construído por volta de 1820, o cemitério foi criado para sepultar pessoas escravizadas que trabalhavam na Forja Catalã, estrutura utilizada na produção de ferro, e no Solar de Monlevade, residência do pioneiro francês Jean Antoine Felix Dissandes de Monlevade.
Entre as pessoas sepultadas, que estão identificadas, estão o próprio pioneiro francês Jean Antoine Felix Dissandes de Monlevade, que morreu em dezembro de 1872 e manifestou o desejo de ser enterrado no local. Também sepultada ali, a esposa de Jean, Dona Clara de Souza Coutinho e sua dama de companhia, Senhorinha da Silva, única escravizada a ter seu nome na lápide. Dessa forma, não se sabe ao certo, quantos escravizados e onde estão sepultados no local.
Por outro lado, o cemitério também abriga os túmulos do engenheiro especialista na produção de aço luxemburguês Louis Jacques Ensch e de sua esposa, Maria Coutinho Ensch. Ensch foi responsável pela implantação da nova usina nas terras que pertenceram a Jean Monlevade, com a pedra fundamental em 1935, e coordenou a construção das vilas operárias que deram origem à cidade.
Também estão sepultados no local o engenheiro alemão Ervin Krueger, que atuava como chefe das instalações elétricas da Unidade Monlevade, além de Orozimbo Bemvindo Brasileiro e José Alvim, falecidos em 1942, durante episódios locais no período da Segunda Guerra Mundial.
Serviço
- Data: 2 de novembro (Dia de Finados)
- Horário: 8h às 16h
- Local: Cemitério Histórico de João Monlevade (próximo à Unidade Monlevade da ArcelorMittal, com acesso pela Rua Imbé, bairro Vila Tanque)
- Entrada: Aberta ao público (sem necessidade de agendamento prévio)



