A Casa do Bem-Viver, no bairro Novo Cruzeiro, recebeu nessa quarta-feira (23) uma roda de capoeira como parte de suas atividades de artes e socialização. A exibição foi ministrada pelo contramestre Saci, com a participação dos alunos do projeto Arte e Vida, da professora Jamilly “Raiz”. As crianças assistiram e ficaram maravilhadas com os movimentos, que misturam dança e luta, conhecendo uma das mais originais manifestações da cultura brasileira.

A roda de capoeira foi realizada de forma totalmente voluntária, sendo acompanhada pela vereadora Maria do Sagrado Coração Rodrigues Santos (PT); pela secretária de Assistência Social de João Monlevade, Rita de Cássia da Cruz Souza; e pelas responsáveis pela Casa do Bem-Viver, Ana Lúcia, Tatiane Machado e Conceição Aparecida.

O projeto Arte e Vida atende atualmente a 64 crianças e adolescentes no bairro Nova Monlevade. A professora Jamilly enaltece a capoeira: “essa arte tão rica, é muito mais do que golpes, ginga e música. Ela é um caminho de transformação, um amor que acolhe, ensina e fortalece. E é com esse espírito que eu levo para as crianças e adolescentes do Projeto Arte e Vida. Além dos movimentos da capoeira levo, amor, atenção… E tento ao máximo olhar cada criança com o coração. ​Quantas crianças e jovens que talvez nunca tivessem a oportunidade de sonhar grande, encontram na capoeira um espaço seguro para serem eles mesmos. Ali, eles conseguem muitas vezes expressar sentimentos que estão presos”.

O contramestre Saci agradeceu à Casa do Bem-Viver pela receptividade, e fala sobre o poder de integração social da capoeira: “​O projeto social de capoeira no Centro de Convivência Bem Viver é um refúgio de afeto. É um espaço onde a alegria transborda, onde a diversidade é celebrada e onde cada um encontra seu lugar, mais do que formar capoeiristas. Eu tenho o intuito de ajudar a firmar cidadãos conscientes, cheios de valores e prontos para construir um futuro melhor. Eles plantam sementes de gentileza, respeito e solidariedade, que germinam e transformam não só a vida dos participantes, mas de toda a comunidade”.