Uma briga generalizada entre jogadores de Cruzeiro e Atlético Mineiro marcou a final do Campeonato Mineiro de 2026 e resultou em um recorde negativo na história do futebol brasileiro. Ao todo, 23 atletas foram expulsos após a confusão registrada no gramado do Mineirão, em Belo Horizonte, na noite de domingo (8).

Apesar do episódio, o clássico terminou com vitória do Cruzeiro por 1 a 0, com gol do atacante Kaio Jorge na segunda etapa, garantindo o título estadual para a equipe celeste. O resultado encerrou uma sequência de conquistas do rival no torneio.

A pancadaria teve início nos minutos finais do segundo tempo, após um choque entre o goleiro do Atlético, Everson, e o meia do Cruzeiro, Christian. De acordo com a súmula da arbitragem, o goleiro reagiu de forma agressiva após a disputa de bola, o que provocou a reação imediata dos jogadores adversários e desencadeou uma briga envolvendo atletas das duas equipes.

Em meio à confusão, houve troca de socos, chutes e empurrões entre os jogadores. A situação se agravou rapidamente, com a participação de atletas titulares e reservas. A segurança do estádio e policiais militares precisaram entrar em campo para conter os ânimos.

O árbitro da partida, Matheus Candançan, relatou na súmula que não foi possível apresentar os cartões vermelhos durante o tumulto por falta de segurança e pela dificuldade de controlar a situação. Assim, as expulsões foram registradas posteriormente no relatório oficial do jogo.

Recorde negativo e punições

Com 23 expulsões, sendo 12 jogadores do Cruzeiro e 11 do Atlético, o clássico superou o recorde anterior do futebol brasileiro, registrado em 1955, quando 22 atletas foram expulsos na partida entre Associação Portuguesa de Desportos e Botafogo de Futebol e Regatas pelo Torneio Rio-São Paulo.

Entre os atletas expulsos estão nomes conhecidos do futebol brasileiro, como Hulk, Cássio, Fagner e Junior Alonso, além do próprio autor do gol do título, Kaio Jorge.

A confusão deverá ser analisada pelos órgãos disciplinares do futebol mineiro, e os jogadores envolvidos podem sofrer suspensões em competições organizadas pela federação estadual. Especialistas em direito desportivo apontam que as punições podem variar de acordo com a gravidade das agressões registradas na súmula da arbitragem.

O episódio ganhou repercussão nacional e internacional, reforçando o peso da rivalidade entre Cruzeiro e Atlético, considerada uma das maiores do futebol brasileiro, mas também reacendendo debates sobre violência dentro de campo e disciplina no esporte.