A identificação de eleitoras e eleitores no dia da votação envolve uma série de procedimentos de segurança que vão além da apresentação de um documento e da leitura da impressão digital. A Justiça Eleitoral informa que combina diferentes mecanismos de conferência para confirmar a identidade de quem vai votar e dificultar possíveis tentativas de fraude.

O reconhecimento biométrico é uma das ferramentas utilizadas nesse processo, que prevê procedimentos específicos para os casos em que a digital não é reconhecida ou o eleitor ainda não possui cadastro biométrico. Nas Eleições Gerais de 2026, 141,3 milhões de brasileiras e brasileiros têm a biometria cadastrada, o equivalente a 89,01% do eleitorado nacional, estimado em 158,7 milhões de pessoas.

Como funciona

O procedimento começa com a apresentação de um documento oficial com foto. Em seguida, o mesário localiza o cadastro eleitoral por meio do CPF ou do número do título de eleitor. O sistema exibe a fotografia registrada na base da Justiça Eleitoral, permitindo a conferência visual da identidade. Após essa etapa, o eleitor posiciona o dedo no leitor biométrico. Quando a impressão digital é reconhecida, a urna eletrônica é liberada para a votação.

Se houver dificuldade na leitura, o mesário pode realizar novas tentativas, respeitando os procedimentos estabelecidos pela Justiça Eleitoral. Caso a biometria não seja reconhecida, ou o eleitor não tenha as digitais cadastradas, existe uma alternativa para a confirmação da identidade.

Nessas situações, a liberação da urna depende da conferência dos dados e da digitação do ano de nascimento informado pelo eleitor, que precisa coincidir com o registro oficial. O procedimento também prevê o registro da impressão digital do mesário responsável pela autorização, além da assinatura do eleitor no Caderno de Votação.

A urna armazena ainda a imagem da digital apresentada na última tentativa. Eventuais ocorrências fora do procedimento habitual devem ser registradas na ata da mesa receptora.

Suspeitas

Conforme a Justiça Eleitoral, os mecanismos de segurança não se limitam ao momento em que o eleitor se apresenta para votar. Os registros produzidos durante a identificação também podem auxiliar a Justiça Eleitoral na apuração de possíveis irregularidades.

“Quando há suspeita de tentativa de votação em nome de outra pessoa, os dados registrados durante o procedimento podem contribuir para a análise do caso. Entre as informações disponíveis estão os registros biométricos e os dados relacionados à autorização para a liberação da urna”, informa a Justiça Eleitoral.

Sem biometria

Nas situações em que o voto é autorizado sem o reconhecimento da biometria, a identificação do mesário responsável integra os mecanismos de controle. As informações são encaminhadas à Justiça Eleitoral para permitir verificações posteriores, conforme os procedimentos técnicos adotados pelo sistema.

Segundo a Justiça Eleitoral, a combinação de documento oficial com foto, conferência da fotografia no terminal do mesário, consulta aos dados cadastrais e validação biométrica cria diferentes etapas de verificação. “Dessa forma, mesmo quando a leitura digital não funciona como esperado, o sistema prevê alternativas para que o eleitor com situação regular possa votar, sem dispensar os controles de segurança”, informa a Justiça.