O primeiro turno das eleições passou. Vieram os resultados, as análises, as comemorações e também as frustrações. Agora, com o segundo turno pela frente, para definir o próximo presidente da República, o eleitor tem uma nova oportunidade de fazer aquilo que talvez seja a mais importante tarefa de uma democracia: escolher.

No primeiro turno, quase 79% dos eleitores brasileiros compareceram às urnas. Porém, mais de 33 milhões não foram votar. Em Monlevade, 20% do eleitorado também não votou. E isso deveria provocar reflexão.

Votar não significa concordar integralmente com um candidato, um partido ou um programa de espectros políticos tão distintos. Significa participar da escolha de quem terá a responsabilidade de governar e tomar decisões que afetarão a vida de todos.

E o segundo turno, justamente por reduzir as opções a dois nomes, é ou deveria ser, um momento de análise. É hora de olhar para propostas, trajetória, compromissos, planos e prioridades para o país. O eleitor não deve apenas olhar os cortes que circulam nas redes sociais, os vídeos de poucos segundos ou as mensagens encaminhadas em grupos de WhatsApp.

O próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oferece ferramentas para isso. No DivulgaCandContas, estão disponíveis informações sobre candidaturas, propostas de governo, bens declarados e prestação de contas.

Para a Presidência, o TSE também disponibiliza os planos de governo dos dois candidatos que disputam o segundo turno. Vale ler para pensar a respeito do que Lula e Flávio Bolsonaro querem para o Brasil. É possível, portanto, escolher com mais informação e menos impulso.

Cada eleitor fará sua escolha. E ela deve ser respeitada. Mas participar é fundamental. Quem não comparece às urnas, vota em branco ou anula o voto abre mão de escolher diretamente entre as alternativas colocadas à sua frente. Outros decidirão, e o resultado valerá para todos.

Democracia não se resume ao direito de reclamar e cobrar depois. Começa pela disposição de participar antes de eleger alguém.

No segundo turno, informação é responsabilidade e voto é participação. E participar dos rumos do país continua sendo uma escolha que não se deve terceirizar.