Há cenas que se tornaram tão comuns em João Monlevade que corremos o risco de deixar de enxergá-las. Sacos de lixo e outros materiais são deixados nas calçadas, muitas vezes, poucas horas depois de o caminhão ter passado. Em alguns lugares, o material permanece na rua à espera da próxima coleta e acaba espalhado pelo vento, pela chuva ou por animais.
Essa não é apenas uma questão de boa aparência da cidade, mas um problema de limpeza urbana, de saúde pública e, especialmente, neste período do ano, de prevenção. Quando o lixo é colocado na rua fora do dia e do horário da coleta, um problema que deveria ser doméstico passa a ser coletivo.
É preciso reconhecer a responsabilidade de quem descarta o lixo de maneira inadequada. A coleta pública tem dias e horários definidos e cabe ao morador respeitá-los. Além disso, a Prefeitura deveria identificar quem faz isso e multar. Afinal, não é razoável colocar sacos na rua com antecedência, deixar móveis e entulhos em qualquer lugar ou esperar que o serviço público resolva aquilo que poderia ser evitado com um pouco de atenção.
João Monlevade entra no período chuvoso discutindo justamente a prevenção de alagamentos, a limpeza de córregos, a manutenção das redes de drenagem e outras medidas para reduzir os riscos. Não combina com esse esforço encontrar lixo acumulado nas ruas e resíduos sendo levados para os sistemas de drenagem.
Vale reforçar que uma cidade mais limpa não depende apenas do trabalho de quem recolhe o lixo, mas de todos os cidadãos. Saber o dia e o horário corretos para a coleta é um primeiro passo para fazer toda a diferença para a cidade: lixo colocado fora de hora é problema na hora certa.


