A Prefeitura de João Monlevade publicou o edital para a licitação que escolherá a nova empresa que prestará a coleta do lixo na cidade. De acordo com o edital, a estimativa do município é gastar cerca de R$6.123.946,92 com o serviço, mas será declarada vencedora a empresa que aceitar receber o menor valor para executar o serviço. A abertura dos envelopes com as propostas das interessadas está agendada para esta terça-feira (25), às 8h30, através da plataforma Licitar Digital.
A licitação prevê o uso de caminhões coletores e compactadores de lixo com seis e 15 metros cúbicos (m³) de capacidade, para recolher os detritos gerados nas residências e nos estabelecimentos comerciais. Os veículos menores serão usados para as vias de acesso mais difícil, enquanto os maiores serão usados nas rotas convencionais. Os veículos menores terão um motorista e dois coletores, enquanto os convencionais terão o condutor e três coletores. A frota deverá ser equipada com localizador GPS.
A licitação exige que a coleta do lixo abranja todo o território do município, e obriga a prestadora a fornecer os equipamentos de proteção individual (EPIs) e a realizar a manutenção e a rigorosa limpeza e higienização da frota. Os caminhões precisam ter idade máxima de cinco anos, sinal sonoro de ré, botoeira de emergência lateral, giroflex e tacógrafo. Os veículos ainda precisam conter uma caixa selada para conter o chorume, o resíduo líquido resultante da decomposição do lixo. O material recolhido deverá ser levado ao aterro sanitário instalado na rodovia MG-123, que dá acesso a Rio Piracicaba.
O edital considera como referência a demanda de 15.552 toneladas de resíduos, registrada em 2025. Continua sendo adotado o modelo de ciclos semanais alternados, no qual cada bairro da cidade recebe a passagem do caminhão em alguns dias da semana. Serão cinco motoristas e 13 coletores trabalhando durante o dia, e um motorista e três coletores à noite. A interrupção por mais de 72 horas entre coletas consecutivas é expressamente proibida. O recolhimento do lixo não contempla a remoção de entulho, animais mortos, restos de poda ou resíduos industriais e hospitalares.
A licitação considera que a coleta convencional custará R$4,63 milhões por ano; a coleta de difícil acesso, R$879 mil anuais; e a administração local, R$613 mil por ano. No entanto, vencerá a empresa que aceitar receber o menor valor para desempenhar o serviço. O edital também estabelece que uma única empresa deverá executar todo o trabalho, sem subcontratação ou compartilhamento.


