A regularidade nos pagamentos que mantêm o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no Médio Piracicaba será tema de uma reunião na próxima terça-feira (19). O encontro, solicitado pelos vereadores Belmar Diniz (PT) e Thiago Titó (MDB), está programado para acontecer às 14 horas no “Plenarinho” da Câmara Municipal de João Monlevade, no bairro JK. É aguardada a presença de Viviane Fonseca, secretária-executiva do Consórcio Público Intermunicipal de Saúde dos Serviços de Urgência e Emergência do Médio Piracicaba (Cisurg MP), entidade mantenedora do Samu na região.

Em 22 de abril, Belmar Diniz já havia trazido aos debates da Câmara Municipal a informação de que metade dos 27 municípios consorciados ao Cisurg MP estaria com os pagamentos em atraso, o que comprometia a sustentabilidade financeira do serviço. Na ocasião, ele esclareceu que o Samu é mantido por uma aliança tripartite, formada pelos municípios, estados e a União. Cada cidade pagaria R$1,00 por habitante a cada mês. Belmar ainda lembrou que a Prefeitura de João Monlevade está em dia com suas cotas, além de arcar com despesas de internet, água e eletricidade e de pagar o aluguel da base, no bairro Sion: “Já começou, uma conquista, mas já está no vermelho porque não tem compromisso dos outros municípios, infelizmente”.

Na mesma sessão, Thiago Titó informou que o governo federal ainda não havia homologado o Samu do Médio Piracicaba. Segundo ele, “o custo mensal para a manutenção do atendimento na região consorciada é de aproximadamente R$ 1,8 milhão, sendo cerca de R$ 1,2 milhão provenientes de repasse estadual e o valor restante rateado entre os municípios participantes”.

Ele também relatou que alguns profissionais são contratados como Pessoas Jurídicas (PJ), e outros, pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Os pejotizados, afirmou, estariam sem receber seus vencimentos desde janeiro. A partir de maio, a contratação de PJs será extinta. Ele também enfocou o atraso de cerca de metade das Prefeituras consorciadas: “Mas, se não está pagando, o que isso pode ocasionar? Será que um atendimento sem a precisão que a gente espera? Será que vai ter evasão de profissionais interessados?”.