O ministro dos Transportes, Renan Filho, cumpre agenda em Belo Horizonte nesta segunda-feira (30) para assinar a ordem de serviço que autoriza o início das obras de duplicação da BR-381, no trecho entre o distrito de Ravena e o município de Caeté, na Região Metropolitana da capital.

A assinatura marca o início oficial das intervenções no chamado Lote 8A da rodovia, considerado um dos pontos mais críticos da BR-381, conhecida pelo alto índice de acidentes e pelo intenso fluxo de veículos, especialmente de carga.

Obra estratégica e aguardada

O projeto prevê a duplicação de aproximadamente 18 quilômetros da rodovia, com investimento estimado em cerca de R$ 405 milhões. A execução ficará sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, com prazo de conclusão previsto até 2028.

Entre as melhorias previstas estão serviços de terraplenagem, pavimentação, implantação de sistemas de drenagem e sinalização, além da construção de viadutos, passarelas e passagens inferiores.

A intervenção busca melhorar a segurança e a fluidez do tráfego em um dos principais corredores logísticos de Minas Gerais, que liga a capital ao Vale do Aço e ao Leste do estado.

Histórico de atrasos

A duplicação da BR-381 é uma demanda antiga. As obras chegaram a ser iniciadas há mais de uma década, mas foram interrompidas por problemas orçamentários e entraves administrativos, o que gerou críticas e mobilização de entidades da sociedade civil.

Nos últimos anos, o projeto foi reestruturado, com participação do DNIT e previsão de concessão de outros trechos da rodovia. Ainda assim, etapas como o lote entre Ravena e Belo Horizonte seguem em fase de estudos e dependem de processos como desapropriações.

Impacto regional

O trecho entre Caeté e Ravena é considerado um dos principais gargalos da BR-381, concentrando grande volume de veículos diariamente. A expectativa é de que, com o início das obras, haja redução de acidentes e melhora significativa nas condições de tráfego.

A assinatura da ordem de serviço é vista como um avanço após anos de reivindicações por melhorias na rodovia, frequentemente chamada de “Rodovia da Morte”.