A Polícia Civil divulgou novos detalhes sobre a operação realizada nessa quinta-feira (19) contra a extorsão de caráter sexual e a lavagem de dinheiro em João Monlevade e Nova Era. A ação cumpriu três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão, prendendo três alvos, de 26, 27 e 35 anos.
As investigações tiveram início em abril do ano passado, após uma mulher, de 30 anos, procurar a polícia relatando que estava sendo chantageada via aplicativo de mensagens. Os suspeitos exigiram R$500 mil para não divulgar imagens íntimas da vítima que, sob forte pressão psicológica, chegou a transferir cerca de R$10 mil ao grupo.
Durante os levantamentos, os policiais apreenderam um veículo de luxo, computadores, tablets, celulares, chips de telefonia e cartões bancários em nome de terceiros. Também foram localizadas porções de substâncias análogas a maconha e cocaína. Conforme apurado pela 2ª Delegacia Especializada em Investigação de Crimes Cibernéticos, o grupo utilizava uma estrutura complexa para dissimular os valores obtidos ilicitamente.
Conforme detalhou o delegado Arthur Martins da Costa Benício, o esquema envolvia contas bancárias de terceiros, conhecidos como “laranjas”, para o recebimento de transferências via Pix. “Assim que o dinheiro era creditado, os valores eram pulverizados em diversas camadas de contas até chegarem aos reais operadores do esquema”, explicou.
A ação foi executada pela 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil, chefiada pelo delegado-geral doutor Bernardo de Barros Machado, e pela 2ª Delegacia Especializada em Investigações contra Crimes Cibernéticos, liderada pelo delegado doutor Arthur Martins da Costa Benício.
Os investigados foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça. A Polícia Civil de Minas Gerais prossegue com as apurações, por meio do Departamento Estadual de Combate à Corrupção e a Fraudes (Deccof) para identificar outros possíveis envolvidos e beneficiários da rede de lavagem de dinheiro.
