Um homem de 55 anos foi preso em Coronel Fabriciano no último domingo (4), sob a acusação de vilipêndio de cadáver. A prisão ocorreu após o suspeito publicar comentários depreciativos e em tom de deboche em uma rede social a respeito da morte de Gladson Almeida Fonseca, cabo da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), vítima de um acidente fatal na BR-381.
Ofensas em rede social
De acordo com as investigações, o autor utilizou a página “As Notícias Online Oficial” na rede social Facebook para postar mensagens ofensivas sobre o acidente, ocorrido no Contorno Rodoviário do Vale do Aço. Nos comentários, o homem questionava a habilitação e a sobriedade do militar no momento da colisão.
A reação negativa de outros usuários da rede gerou uma onda de repúdio, o que auxiliou a Polícia Militar a identificar o suspeito. Ele foi localizado e detido em um bar no bairro Vila Jacinto das Neves. Ao ser abordado, o homem confirmou a autoria das publicações.
Histórico do autor e da vítima
Durante a ocorrência, a polícia constatou que o autor já possuía histórico criminal: em 2017, ele havia sido autuado em flagrante por dirigir sob efeito de álcool enquanto estava com a carteira de habilitação suspensa.
A vítima, Cabo Gladson Almeida Fonseca, tinha 49 anos e trabalhava na 85ª Companhia da Polícia Militar de Timóteo. Com 25 anos de serviço e prestes a se aposentar, o policial morreu ao colidir frontalmente com um caminhão enquanto retornava do trabalho. Gladson era casado e deixou uma filha de seis anos. O sepultamento do militar ocorreu na tarde de domingo.
O que diz a lei
O crime de vilipêndio a cadáver está tipificado no artigo 212 do Código Penal brasileiro (lei 2.848, de 7 de dezembro de 1940), sendo descrito simplesmente como “vilipendiar cadáver ou suas cinzas”. Caso condenado, o réu receberá pena de detenção, que pode variar entre um e três anos, além de ter de pagar multa.

