“o que mais me orgulha é saber que conseguimos transformar a vida das pessoas”
O prefeito Raimundo Nonato Barcelos, o Nozinho (PDT), tem papel importante na transformação vivida por São Gonçalo do Rio Abaixo nas últimas duas décadas. Afinal, foi em sua gestão que o município começou a receber os aportes da mineração na Mina de Brucutu. Ao longo de suas duas primeiras gestões como prefeito, ele iniciou as mudanças vividas pelo município, com projetos, programas, obras e realizações. Na entrevista a seguir, Nozinho relembra vários momentos dessa jornada, destaca os desafios vividos e, sobretudo, as execuções concretas que fazem de São Gonçalo uma das mais prósperas cidades do país. Inclusive, reconhecida por indicadores nacionais. Confira:
Prefeito, São Gonçalo do Rio Abaixo completa 63 anos de emancipação e se aproxima das duas décadas de exploração da Mina de Brucutu e de sua primeira eleição. Que balanço o senhor faz desse período de transformações?
As mudanças foram muitas e, às vezes, até difíceis de mensurar. O principal desafio foi fazer as pessoas acreditarem na cidade. A partir disso, colocamos ideias em prática e fomos avançando, especialmente na educação e na qualificação profissional, com escolas de tempo integral, parceria com o Senai, Sebrae e a preparação da população para o mercado de trabalho. Também levamos para a zona rural a mesma infraestrutura da área central, com escolas, postos de saúde, pavimentação e transporte.
Todas as obras foram bem planejadas. Hoje temos pronto atendimento com excelente estrutura, 100% de cobertura da Saúde da Família e importantes vias, como a Avenida Central, o Contorno Oeste e o Contorno Leste, que conectam a zona rural, totalmente pavimentada, aos municípios vizinhos, impulsionando o desenvolvimento.
Investimos fortemente na diversificação econômica, atraindo empresas e novos negócios. Usamos a educação como ferramenta de transformação. Hoje, temos quase 100% dos alunos em tempo integral, implantação do IFMG e uma das maiores notas do IDEB da região, com 7,2. Somos uma cidade segura, com Guarda Civil Municipal, câmeras de monitoramento, forte atuação social, além de incentivo à cultura e ao esporte.
Na última semana, recebemos a notícia de que São Gonçalo do Rio Abaixo é a sexta cidade do Brasil que melhor utiliza o dinheiro público e a segunda entre os municípios de até 50 mil habitantes, segundo a revista Veja Negócios. Mas, para mim, a principal mudança é a atual realidade das pessoas. Estudando e se qualificando com garantia de futuro melhor e, acima de tudo, ter orgulho de tudo o que foi construído. E ver que isso impacta na qualidade de vida e melhora o perfil da população. Hoje, o que mais me orgulha é saber que conseguimos transformar a vida das pessoas.
O que o senhor mais recorda de 2005, quando assumiu o primeiro mandato?
Meu foco era a qualificação das pessoas e a empregabilidade. Essa mudança conquistamos com ações pontuais em todas as áreas. Acreditamos no trabalho e nesta mudança. Hoje, e, colhemos os frutos. O que me dá mais orgulho é ver as pessoas naturalmente procurando qualificação e aptas para o mercado de trabalho. Ver as pessoas que acreditaram no nosso projeto e agora, ajudam a construir essa cidade.
Eu também gosto e me orgulho de todas as obras que foram construídas, que foram propostas e que hoje são uma realidade do nosso município. As ações na cultura, do esporte e lazer, nosso transporte 100% gratuito. Acho que tudo é uma engrenagem, que está rodando da forma que planejamos lá no início. Hoje São Gonçalo é uma cidade reconhecida em toda a região pelos seus projetos e está preparada para crescer. É importante destacar a importância do papel da mineração em todo esse processo.
Quais foram os maiores desafios enfrentados no início da sua trajetória como gestor?
Os desafios foram muitos, mas sempre acreditei no que idealizei. Um exemplo é o Centro Cultural, que na época era visto como uma obra faraônica e elitizada. Hoje, é reconhecido por todos, inclusive pelas crianças, como um dos principais símbolos da cidade, um espaço democrático que movimenta a cultura local.
Outro grande desafio foi a implantação das escolas de tempo integral. Houve resistência de parte da população e até da própria rede municipal de ensino, que duvidava do modelo. Hoje, São Gonçalo é referência em educação integral, com três escolas em funcionamento, uma em construção e servindo de modelo para outros municípios.
Também destaco a chegada do Senai. Mesmo sendo uma cidade pequena, conseguimos implantar uma unidade graças ao bom relacionamento com a Fiemg, que acreditou no projeto. Hoje, o Senai é uma das engrenagens do nosso desenvolvimento econômico.
Na saúde, os investimentos no Pronto Atendimento exigiram muito trabalho para ampliar e modernizar o serviço. Atualmente, mais de 90% dos atendimentos são resolvidos no próprio município, sem necessidade de deslocamento.
Outro desafio importante foi a MG-129, que liga São Gonçalo a Itabira. Era uma obra estratégica para conectar uma cidade pequena a um grande polo minerador. Começamos em um mandato e concluímos em outro, superando limitações de recursos. Hoje, é fundamental para o desenvolvimento regional.
São Gonçalo é reconhecida por seus avanços na educação e pelos excelentes resultados em avaliações como o Simave e o Saeb. A que o senhor atribui esse sucesso?
O sucesso de São Gonçalo nas avaliações externas é resultado direto de um trabalho contínuo, planejado e focado na aprendizagem. Ao longo dos últimos anos, o município estruturou uma política educacional consistente, com metas claras, acompanhamento pedagógico rigoroso e um forte investimento na formação dos professores. Além disso, houve uma aproximação maior entre escola, famílias e comunidade, criando um ambiente mais favorável ao ensino. Todo esse conjunto de ações permitiu melhorar a qualidade das aulas, reduzir desigualdades internas e elevar o desempenho dos alunos em avaliações como o Simave e o Saeb.
Quais investimentos o município implementou para alcançar esse patamar na educação?
Várias frentes foram trabalhadas simultaneamente. Entre elas, destacam-se a reestruturação física das escolas, com reformas, ampliação de salas e melhoria da acessibilidade, aquisição de materiais didáticos atualizados e alinhados às competências cobradas na BNCC, plano de ação com metas específicas para os primeiros anos do ensino fundamental, contratação de assistentes de educação básica para acompanharem os alunos e professores nas salas de aula, monitoramento pedagógico sistemático, utilizando dados de avaliações internas para orientar intervenções rápidas e pontuais, parcerias com instituições formativas, garantindo atualização contínua para professores e gestores escolares, transporte escolar para todos os alunos garantindo acesso e permanência. Esses investimentos permitiram consolidar uma rede de ensino mais organizada e capaz de entregar melhores resultados.
De que forma a valorização dos profissionais da educação e o uso de tecnologia têm contribuído para transformar a realidade das escolas municipais?
A valorização dos profissionais é essencial. Temos planos de cargos e carreira, formação continuada e melhores condições de trabalho, os professores passaram a se sentir mais motivados e preparados para enfrentar os desafios da sala de aula. Isso se reflete diretamente no desempenho dos estudantes.
O uso de tecnologia também desempenha um papel-chave. A introdução de aulas de robótica, laboratórios de informática, profissionais especialistas, avaliações internas e externas e sistemas de acompanhamento da aprendizagem permitiu que as escolas inovem suas práticas pedagógicas, além de identificar dificuldades mais rapidamente e desenvolver aulas mais dinâmicas e atraentes.
A Mina de Brucutu teve papel determinante na mudança da realidade econômica do município. Como o senhor avalia esse impacto ao longo dos últimos 20 anos?
Ao longo dos últimos 20 anos, Brucutu mudou completamente a realidade de São Gonçalo do Rio Abaixo. A mineração trouxe receita, permitiu ampliar investimentos em saúde, educação, infraestrutura urbana, mobilidade, segurança e assistência social. Foi isso que deu condições para o município dar saltos de qualidade em pouco tempo.
Por outro lado, essa mesma experiência nos ensinou que uma economia muito concentrada em um único setor é sempre uma economia vulnerável. Hoje, nós reconhecemos a importância da mina para a história recente de São Gonçalo, mas também temos clareza de que ela não pode ser a única base do nosso futuro. O aprendizado desses 20 anos é justamente usar os recursos da mineração para construir uma cidade que possa caminhar com mais autonomia quando essa fase passar.
Com a prorrogação da extração de minério por mais 25 anos, como São Gonçalo está se preparando para o futuro, especialmente em relação à diversificação econômica?
A prorrogação da extração de minério nos dá algo muito valioso: tempo. E nós não podemos desperdiçar esse tempo. Em vez de usar essa segurança momentânea como zona de conforto, estamos tratando esses próximos anos como uma janela de oportunidade para acelerar a diversificação econômica.
São Gonçalo está estruturando distritos industriais modernos, políticas de atração de investimentos, programas de crédito com juros zero e fundos específicos para apoiar grandes projetos produtivos. Ao mesmo tempo, estamos investindo em qualificação profissional, em educação técnica, em inovação, em melhoria do ambiente de negócios e na organização da nossa base produtiva local, comércio, serviços, agricultura, economia criativa.
Ou seja: estamos usando a mineração de hoje para financiar a transição para uma economia mais diversificada amanhã. O objetivo é claro: quando a atividade mineral deixar de ser protagonista, São Gonçalo já ter outros motores de desenvolvimento funcionando.
Quais setores o senhor acredita que podem se tornar novos motores de desenvolvimento para o município nos próximos anos?
Dentro do nosso Plano de Diversificação Econômica Prospera+, nós realizamos um mapeamento detalhado das vocações produtivas de São Gonçalo do Rio Abaixo. Esse estudo apontou quatro grandes eixos que já começam a se consolidar como os novos motores de desenvolvimento do município.
O primeiro eixo é a indústria química, um setor que encontrou em São Gonçalo condições ideais para crescer. Hoje, já temos em processo de implantação a Nitronel e a Vita Química, além da BioNow, anunciada recentemente, que coloca o município na rota da indústria verde e da química de baixo carbono. O segundo eixo é o setor de alimentos, que já tem um histórico muito forte na cidade. Temos empresas consolidadas como Doce Famoso, Prussia, Fralía Brasil Cacau, Minas Goiabada e Minas Mais Laticínios, e agora estamos recebendo novos empreendimentos como a Ki-Torresmo, a Fruto de Minas e, em breve, um frigorífico que ampliará ainda mais essa cadeia produtiva.
O terceiro eixo é a logística, impulsionada pela nossa localização estratégica na BR-381 e pela estrutura moderna dos distritos industriais. Esse posicionamento transforma São Gonçalo em um ponto natural de distribuição e escoamento. Por fim, o quarto eixo é a indústria de transformação, que aproveita tanto a infraestrutura instalada quanto a oferta de mão de obra qualificada que estamos ampliando por meio de parcerias com Senai, IFMG.
Essas quatro vocações – química, alimentos, logística e transformação industrial, são hoje a base concreta da nossa estratégia de diversificação econômica e representam o futuro pós-mineração que estamos construindo com planejamento e segurança.
São Gonçalo do Rio Abaixo tem se destacado pelas boas práticas ambientais. Quais são as principais ações e políticas que merecem destaque?
Destacamos a gestão da Estação Ambiental de Peti, uma área de Mata Atlântica que agora é gerida pelo município para turismo ecológico e preservação. Temos também o Viveiro Municipal, com a produção e doação de aproximadamente 15 mil mudas de espécies nativas por ano, fomentando a restauração florestal; a fabricação do sabão ecológico, destinando corretamente, por ano, cerca de 7 mil litros de óleo de cozinha, que poderia parar na rede de esgoto.
Um outro grande projeto, com o objetivo de produzir ciência e conhecimento para produtores rurais interessados, está programado, para o início de 2026, a implantação inicial do projeto de Agrofloresta modelo, que implantará, ao todo, cerca de 2 ha desse sistema produtivo, que se baseia na sustentabilidade para produzir diversas culturas, de forma harmônica, numa mesma área.
Além de ações para o fortalecimento, modernização e manutenção de toda estrutura ambiental de nosso município: o fortalecimento do codema, fiscalização e monitoramento ambiental, convênio com Estado para realizar licenciamento ambiental de empreendimentos até Classe 4, implantação do sistema de licenciamento ambiental digital e início das obras para a coleta e transporte de esgoto urbano até a ETE já construída e licenciada, uma obra importantíssima para o nosso município.
“(…) estamos usando a mineração de hoje para financiar a transição para uma economia mais diversificada amanhã.(…)”
Como o município tem conciliado desenvolvimento econômico e preservação ambiental, especialmente considerando a atividade mineradora?
O município de São Gonçalo tem trabalhado para equilibrar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental, sem depender apenas da mineração. Através do Prospera+, estamos atraindo indústrias sustentáveis e diversificando a economia. Algumas ações incluem: Convênio com o Estado para licenciamento ambiental simplificado, sempre respeitando as normas. Digitalização do licenciamento, tornando o processo mais rápido e eficiente. Atualização do Plano Diretor para favorecer o desenvolvimento sem comprometer a qualidade de vida. O projeto do Distrito Industrial III, com infraestrutura sustentável prevista. Apoio à apicultura e à agricultura familiar, como o incentivo à casa do apicultor e à associação de produtores. A chegada da Bionow, parceria entre Vale e Cenibra, que vai transformar o município em um polo de tecnologia verde, gerando empregos e garantindo uma economia sólida, mesmo após o fim da mineração.
O senhor acredita que a sustentabilidade hoje é uma marca de gestão pública responsável?
Sem dúvida! A sustentabilidade é a garantia de que deixaremos um legado positivo. Não se trata apenas de plantar árvores, mas de investir em educação ambiental nas escolas e trazer empresas que produzem energia limpa. Nosso dever é usar o momento atual para construir uma cidade mais justa e verde, garantindo qualidade de vida para as próximas gerações e respeitando nossos recursos naturais, como a água e as florestas.
A ampliação do Pronto Atendimento Municipal é uma das grandes obras do governo. O que essa melhoria representa para a população são-gonçalense?
A obra de ampliação do Pronto Atendimento Municipal representa mais acesso (somente em 2024 foram realizados 39.788 atendimentos médicos de pronto atendimento), agilidade nos serviços, maior número de consultórios, leitos e sala vermelha devidamente equipada, significa também humanização (ambientes mais adequados e confortáveis para pacientes e familiares). Mais segurança, garantindo melhores condições de trabalho para os profissionais de saúde e mais confiança para os usuários.
Este ano adquirimos um novo equipamento de imagem (Raios X) com laboratoriais mais modernos e temos o projeto de implantação do Centro de Imagens, aguardando aprovação da Vigilância Estadual, para realização de tomografia, Mamografia e Ultrassom, evitando o deslocamento dos moradores para realizar os exames em outras cidades.
Além disso, temos em construção um Heliponto no Pronto Atendimento Municipal, permitindo remoções aéreas rápidas de pacientes em estado grave. Isso representa um salto na capacidade de salvar vidas em situações críticas.
Quais avanços a cidade alcançou na Atenção Básica e nos serviços de saúde especializados?
Buscamos sempre uma abordagem mais ampla, preventiva e humanizada em nossa saúde. A rede de atenção básica está bem estruturada com atendimento regular, e contamos com 5 Equipes de Saúde da Família – ESF completas cobrindo 100% do município. Em 2024 foram realizadas mais de 90 mil visitas domiciliares pelos ACS das equipes da Atenção Primária. Isso demonstra um esforço forte de acompanhamento e cuidado contínuo.
Ampliamos nossos serviços com contratação de equipe multiprofissional, equipamos todas as nossas UBS com computadores, internet e utilização do prontuário eletrônico e disponibilizamos tablets para os Agentes Comunitários de Saúde.
Aliado a isso reformamos nossas 16 UBS, com destaque para a reforma da UBS Recreio que foi concluída beneficiando cerca de 1.800 pessoas de diversas comunidades. Focamos nos programas de prevenção, além de desenvolver ações de educação em saúde nas escolas e comunidades.
Criamos o Centro de Atendimento Multiprofissional (Camps), projeto inédito na região, um espaço de promoção à saúde. Lá, os usuários, encaminhados ao Centro por meio das Unidades de Saúde, são atendidos em grupos com sintomas semelhantes. Contamos com uma equipe completa de profissionais, como fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogos, nutricionistas e educadores físicos. Nos serviços especializados, ampliamos a oferta de consultas com especialistas no próprio município, evitando o deslocamento dos moradores para outras cidades.
“(…) Eu tenho orgulho de falar que São Gonçalo é hoje uma cidade de oportunidades(…)”
Como o senhor avalia o papel da saúde pública na construção da qualidade de vida e do bem-estar em São Gonçalo?
A saúde pública em São Gonçalo do Rio Abaixo tem papel central na construção da qualidade de vida, pois a combinação de pronto atendimento, atenção primária efetiva, serviços especializados e práticas preventivas ajudam a garantir que a população tenha acesso a diferentes níveis de cuidado, integra ações de assistência social, meio ambiente, educação e desenvolvimento, reduz desigualdades e melhora as condições de vida da população e fortalece o bem-estar por meio da participação social.
Todas as ruas e estradas do município estão pavimentadas, o que é um feito raro em cidades do porte de São Gonçalo. Como foi possível alcançar esse marco?
Quase todas as nossas estradas estão pavimentadas. Se Deus quiser ainda vamos atingir este marco. E isso só será possível graças a um planejamento consistente, de longo prazo, aliado à aplicação responsável dos recursos públicos.
Nos últimos 4 anos pavimentamos mais de 50 quilômetros de estradas. Dentre as vias municipais principais, resta apenas a via de acesso à comunidade do Timirim que já se encontra em fase de projeto, previsão de início para 2026. Utilizamos com seriedade os recursos oriundos da CFEM, que possuem destinação específica para infraestrutura, garantindo investimentos eficientes e duradouros. Nosso objetivo é alcançar a pavimentação de 100% das estradas, que além de beneficiar toda extensa rede de transporte público e transporte escolar gratuitos municipal, assegura que os moradores da zona rural tenham a mesma qualidade de vida, mobilidade e acesso a serviços que aqueles que vivem na região central.
Que obras e projetos de infraestrutura o senhor destaca como os transformadores para o município?
Todas as obras têm sua importância dentro de um projeto integrado de desenvolvimento. Destaco as grandes intervenções viárias, como a Avenida Central, o Contorno Leste e o Contorno Oeste, que ampliam a mobilidade urbana e interligam São Gonçalo do Rio Abaixo a municípios vizinhos, fortalecendo sua posição estratégica na região. Soma-se a isso o novo trevo da BR-381, que insere o município de forma definitiva na rota do desenvolvimento econômico. As obras de pavimentação nos distritos e na zona rural também merecem destaque, pois promovem inclusão, melhoram o acesso e garantem mais qualidade de vida para toda a população.
O novo prédio da Prefeitura e o trevo da BR-381 são símbolos de modernização. Que mensagem essas obras passam sobre a atual fase da cidade?
O novo prédio da Prefeitura e o trevo da BR-381 representam uma cidade em plena fase de modernização, planejamento e visão de futuro. O novo Centro Administrativo promove maior integração da gestão pública, amplia a eficiência dos serviços e facilita o atendimento às demandas da população. Além disso, gera economia aos cofres públicos ao concentrar secretarias e reduzir a necessidade de imóveis alugados, tornando a administração mais racional e eficiente.
Já o novo trevo da BR-381 é uma obra estratégica para o crescimento e o desenvolvimento econômico do município. Inserido em um contexto de diversificação econômica, por meio do programa Prospera+, ele fortalece a logística, melhora a mobilidade urbana e contribui diretamente para a segurança viária de quem transita pela rodovia. Como principal acesso à BR-381, o trevo beneficia não apenas São Gonçalo do Rio Abaixo, mas toda a região, consolidando o município como um ambiente estruturado, seguro e atrativo para novos investimentos.
A cultura e a memória de São Gonçalo vêm sendo valorizadas como nunca. Qual é a importância dessa política cultural para o fortalecimento da identidade local?
As políticas culturais vêm a partir de duas compreensões: a valorização de espaços de memória e criação e o fortalecimento de equipamentos culturais, que permitem a preservação da nossa história e a educação que fortalece nosso pertencimento. Ao mesmo tempo, a valorização dos nossos professores e dos modos de expressão permite uma maior amplitude para o planejamento de ações estratégicas para a valorização da identidade e cultura do município para o futuro.
Que iniciativas o senhor considera mais emblemáticas nesse resgate da história e na promoção da cultura sãogonçalense?
Ações de Educação e Preservação Cultural em São Gonçalo, que tem implementado propostas de educação patrimonial com todas as escolas, evidenciando a relação entre bens patrimoniais e professores com os alunos, sendo eles que irão garantir esse legado para o futuro.
Divulgação e Valorização da Arte, por meio de exposições que demonstram o valor da nossa arte e de nossa cultura. Também estamos resgatando os Locais de Memória através da restauração destes, como Igrejas e casario colonial, e em especial o resgate do conjunto arquitetônico de Peti, fundamental para compreender a história da industrialização e do desenvolvimento econômico da nossa região e de Minas Gerais
O senhor costuma dizer que São Gonçalo é uma cidade planejada para o futuro. Que cidade o senhor imagina em 2040?
Hoje eu penso como vou entregar o município daqui a 3 anos. E espero que os próximos gestores mantenham o desenvolvimento, o cuidado com a cidade e principalmente com a nossa população para que continuemos esse patamar que o município está hoje. Imagino uma cidade próspera, preparada para os pós mineração e que as pessoas tenham orgulho de viver aqui.
Quais são as prioridades para os próximos anos, pensando em continuidade, inovação e bem-estar da população?
Primeiramente, terminar tudo que está planejado, manter o cuidado com o que está pronto, continuar investindo na qualidade de vida das pessoas, na modernização do serviço público, na educação e na qualificação profissional.
Qual é o legado que o senhor gostaria de deixar para as próximas gerações de são-gonçalenses?
Um município sustentável, de pessoas conscientes com uma boa qualidade de vida, com uma educação de qualidade, uma saúde humanizada e segurança diferenciada, com Guarda Municipal e Centro de monitoramento em todo município. Uma cidade forte e que as pessoas tenham orgulho.
Que mensagem o senhor deixa à população neste aniversário de 63 anos de São Gonçalo do Rio Abaixo?
Que cada um de vocês ajude a espalhar as boas notícias: Somos uma cidade que cresce, se desenvolve e se preocupa com a qualidade de vida das pessoas. Que cuidem do que é nosso, com zelo por tudo o que conquistamos, principalmente o meio ambiente. A natureza é parte da nossa qualidade de vida! Nossa cidade é um lugar de oportunidades. Trabalhamos para construir um futuro cada vez melhor para todos. São Gonçalo é a nossa casa, e vê-la completar 63 anos, cheia de vitalidade e desenvolvimento, é a maior recompensa. Aproveitem cada chance, celebrem cada conquista e sintam o orgulho de pertencer a esta terra!
Como o senhor definiria, em uma frase, o espírito de São Gonçalo e o sentimento de ser parte dessa história?
Eu tenho orgulho de falar que São Gonçalo é hoje uma cidade de oportunidades, agradeço as pessoas que acreditam no nosso trabalho e peço que elas aproveitem essas oportunidades e ajudem a divulgar o nosso crescimento.