O prefeito de João Monlevade, Laércio Ribeiro (PT), reuniu o secretariado na manhã de ontem (9) para tratar, mais uma vez, sobre a situação financeira do município. Conforme anunciado, os números voltaram a chamar atenção após a divulgação do balanço de receitas até setembro de 2025. Segundo a gestão municipal, os números mostram que, apesar de alguns meses positivos, o município acumula queda na arrecadação frente ao que estava previsto no orçamento, o que pressiona as contas públicas e exige ajustes de gestão.

De acordo com a economista e servidora da Prefeitura, Érica Rabelo, a situação de João Monlevade reflete a realidade de muitos municípios brasileiros, que convivem com oscilações de arrecadação e crescentes despesas obrigatórias. “A mensagem central é de prudência: controlar gastos e buscar novas fontes de receita serão estratégias decisivas para encerrar 2025 em equilíbrio”, destacou.
O secretário municipal de Planejamento, Fabrício Lopes, ressaltou que a Administração tem enfrentado um cenário desafiador e extremamente preocupante. “A responsabilidade com o dinheiro público e o compromisso com a boa gestão nos impõem decisões difíceis. Temos um prazo curto – de apenas três meses – para reequilibrar as contas e evitar medidas mais duras, como cortes no quadro de pessoal. Sempre trabalhamos com austeridade, mas no momento são necessárias medidas imediatas, com foco na redução de custos e no uso eficiente dos recursos”, pontuou.
Diante da atual conjuntura, Laércio Ribeiro pediu o empenho de todas as secretarias e servidores. “Peço a colaboração de todos, para que, juntos, possamos atravessar esse momento com equilíbrio e responsabilidade. Nosso objetivo é preservar os serviços essenciais, manter os compromissos da gestão e garantir que a população não seja prejudicada. A hora é de união, foco e comprometimento com o interesse público”, salientou o prefeito.
Acumulado até setembro
De janeiro a setembro, segundo a Prefeitura, a arrecadação ficou R$26,2 milhões abaixo do previsto, representando quase 7% (6,99%) em termos relativos. O cenário aponta para necessidade de ajuste nas projeções e de medidas de incremento na arrecadação para reduzir o déficit acumulado no último trimestre.

