O plenário da Câmara dos Deputados decidiu, por 251 votos favoráveis a 193 contrários, retirar de pauta a Medida Provisória (MP) que criava alternativas ao aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A proposta era considerada essencial pela equipe econômica do governo, que estimava arrecadar cerca de R$17 bilhões em 2026.

Para tanto, a Medida Provisória compensaria a queda de receitas prevista no Orçamento do próximo ano e ampliaria a tributação sobre investimentos de alta renda e empresas do setor financeiro. Entre essas, bancos, Bets (apostas online) e bilionários.

O resultado representa uma derrota para o governo Lula (PT) e foi obtida com a união entre a oposição e partidos do Centrão. Com isso,  a MP perdeu  validade no mesmo dia, inviabilizando a sua votação. A estimativa da Fazenda é de um rombo de 42,3 bilhões de reais até o ano que vem.

Com a derrubada da medida, o governo agora precisará encontrar outras fontes de arrecadação. Uma das possibilidades, segundo o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), é o de ampliar o contingenciamento de emendas parlamentares entre 7 bilhões e 10 bilhões.

A articulação para a retirada de pauta foi liderada pelo deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP), e contou com forte apoio do PL (73 votos a favor), União Brasil (46) e PP (40), partidos de oposição. O PT liderou a resistência à retirada da MP, com 64 votos contrários, enquanto partidos como PSD e MDB ficaram divididos.

Entre os 53 deputados mineiros, a maioria acompanhou o movimento que esvaziou a proposta. Votaram pela retirada da MP (“Sim”) 25 parlamentares, enquanto 19 se posicionaram contra (“Não”) e 9 não registraram voto.

Pelo “Sim”, destacaram-se nomes como Aécio Neves (PSDB), Hercílio Coelho Diniz (MDB), Domingos Sávio (PL), Eros Biondini (PL), Rafael Simões (União) e Rodrigo de Castro (União).

Já entre os que votaram “Não”, alinhados ao governo, estiveram Reginaldo Lopes (PT), Odair Cunha (PT), Rogério Correia (PT), Célia Xakriabá (PSOL) e Duda Salabert (PDT). Estranhamente, o deputado federal Nikolas Ferreira (MG), um dos membros da oposição, veio a público explicar que votou sem querer a favor do governo.

Outros nomes conhecidos em Monlevade, como Leonardo Monteiro (PT), Marcelo Álvaro Antônio (PL) e Rosângela Reis (PL) não participaram da votação.

Veja como votou cada um dos deputados mineiros na proposta:

Votaram SIM (retirada de pauta da MP) — 25 deputados

  • Aécio Neves (PSDB)
  • Ana Paula Leão (PP)
  • Delegada Ione (Avante)
  • Delegado Marcelo (União)
  • Dimas Fabiano (PP)
  • Domingos Sávio (PL)
  • Dr. Frederico (PRD)
  • Emidinho Madeira (PL)
  • Eros Biondini (PL)
  • Gilberto Abramo (Republicanos)
  • Greyce Elias (Avante)
  • Hercílio Diniz (MDB)
  • Junio Amaral (PL)
  • Lincoln Portela (PL)
  • Maurício do Vôlei (PL)
  • Misael Varella (PSD)
  • Paulo Abi-Ackel (PSDB)
  • Pedro Aihara (PRD)
  • Pinheirinho (PP)
  • Rafael Simões (União)
  • Rodrigo de Castro (União)
  • Samuel Viana (Republicanos)
  • Stefano Aguiar (PSD)
  • Weliton Prado (Solidariedade)
  • Zé Silva (Solidariedade)

Votaram NÃO (contra a retirada da pauta) — 19 deputados

  • Ana Pimentel (PT)
  • Bruno Farias (Avante)
  • Célia Xakriabá (PSOL)
  • Dandara (PT)
  • Duda Salabert (PDT)
  • Igor Timo (PSD)
  • Luis Tibé (Avante)
  • Luiz Fernando (PSD)
  • Miguel Ângelo (PT)
  • Nely Aquino (Podemos)
  • Newton Cardoso Jr (MDB)
  • Nikolas Ferreira (PL)
  • Odair Cunha (PT)
  • Padre João (PT)
  • Patrus Ananias (PT)
  • Paulo Guedes (PT)
  • Reginaldo Lopes (PT)
  • Rogério Correia (PT)
  • Célia Xakriabá (PSOL) (já listada, mas confirmando presença na oposição)

 

 Não votaram — 9 deputados

  • Diego Andrade (PSD)
  • Euclydes Pettersen (Republicanos)
  • Fred Costa (PRD)
  • Lafayette Andrada (Republicanos)
  • Leonardo Monteiro (PT)
  • Marcelo Álvaro (PL)
  • Mário Heringer (PDT)
  • Rosângela Reis (PL)
  • Zé Vitor (PL)