Uma investigação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) sobre fraudes na venda consignada de veículos, que tem como suspeitos os responsáveis por uma agência de Belo Horizonte, resultou na prisão preventiva do proprietário da empresa, apontado como líder do grupo criminoso. Até o momento, foram identificadas 20 vítimas, com prejuízos que chegam a R$2 milhões.

Conforme a Polícia, grande parte dos veículos foi encontrada em João Monlevade, onde eram vendidos a valores bem abaixo do mercado. De acordo com as investigações da 4ª Delegacia Especializada em Prevenção e Investigação ao Furto e Roubo de Veículos Automotores, os supostos estelionatários ligavam para as vítimas oferecendo a consignação do carro, ou seja, que o proprietário deixasse seu automóvel na loja para ser vendido.

O suspeito preso foi indiciado pela 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil, sediada em João Monlevade, pelo crime de estelionato. O inquérito com o indiciamento desse suspeito já foi remetido ao Poder Judiciário pela delegacia monlevadense.

O esquema

O delegado Roberto Veran explicou que os investigados anunciavam e vendiam esses veículos deixados na agência. “No entanto, nem o dono do carro recebia o valor do negócio nem o comprador recebia o bem adquirido, fazendo duas vítimas no golpe ao mesmo tempo”, completou.

Segundo apurado, a empresa formalmente constituída era utilizada para gerar uma aparência de credibilidade e, assim, as vítimas entregassem os veículos. “O grupo criminoso agia de forma ousada, chegando a registrar outra empresa, quando as vítimas começaram a denunciar os golpes aplicados pela anterior”, detalhou Veran.

Além do investigado preso na última terça-feira (30), outro alvo da investigação é procurado. Os trabalhos policiais prosseguem com objetivo de recuperar veículos, identificar se há outros envolvidos ligados à empresa e apurar a destinação financeira dos recursos obtidos com a prática dos crimes.