A Prefeitura de João Monlevade reconheceu oficialmente que não conseguirá atingir a meta de arrecadação prevista para 2025. A estimativa inicial era que o município alcançasse a marca de meio bilhão de reais, mas até o mês de setembro, a arrecadação ficou R$25,5 milhões abaixo do esperado.
A informação foi confirmada durante a audiência pública de prestação de contas do 2º quadrimestre, realizada na terça-feira (30), na Câmara Municipal. Os dados foram apresentados pelo servidor da Secretaria de Fazenda, Adilson Arlindo Carlos, e comentados pela economista da Prefeitura, Érica Rabelo, que admitiu a impossibilidade de alcançar a meta anual.
Segundo os números, a previsão era arrecadar R$338,2 milhões até agosto, mas o valor efetivamente registrado foi de R$312,7 milhões. De acordo com a economista Érica, a queda é reflexo da estagnação econômica nacional, que afeta diretamente os repasses do ICMS e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). “A maior queda de arrecadação está nas transferências correntes, provenientes dos governos estadual e federal. O ICMS por exemplo, estamos tendo uma queda em média de R$800 mil por mês”, destacou a economista.
Apesar de o relatório indicar disponibilidade financeira do município ser de pouco mais de R$97 milhões, Érica explicou que a maior parte desses recursos é vinculada. Ou seja, já está comprometida com despesas específicas, não podendo ser usada livremente pelo Executivo.
A audiência, que atende à Lei de Responsabilidade Fiscal, foi conduzida pelo vereador Vanderlei Miranda (Podemos), presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara, e contou com a presença de vereadores, servidores da Casa e representantes do Executivo, como a secretária de Fazenda, Karine César, e a controladora Angélica Drumond. Por fim, a economista informou que o orçamento de 2026 vai considerar esse cenário de instabilidade e queda nas receitas.
