Após aulas on-line apresentarem o mundo da fotografia aos alunos selecionados, o projeto Estação realiza uma série de oficinas presenciais em sete cidades de Minas Gerais. João Monlevade recebeu as aulas no último domingo (13) e reuniu pessoas de diferentes idades, trajetórias e vivências. Além da cidade, o projeto está nos municípios de Barão de Cocais, Belo Horizonte, Itabira, João Monlevade, Nova Era, Rio Piracicaba e Antônio Dias.
O que essas cidades têm em comum? Todas são percorridas pela lendária Estrada de Ferro Vitória a Minas, e é justamente nesse percurso que o projeto convida os participantes a refletirem, registrarem e celebrarem a memória ferroviária e suas conexões com a cultura e identidade local.

Conforme o Coordenador Geral do Projeto, Preto Filho, mais do que ensinar técnicas, o Projeto Estação propõe um olhar afetivo e transformador para os territórios e para quem vive neles. “Com turmas diversas e engajadas, o projeto reafirma seu compromisso com a formação de público, a democratização do acesso à arte e cultura e o incentivo a novos talentos. Cada participante aprende a usar o celular como instrumento de fotografia e se torna também um agente ativo na preservação do patrimônio cultural e ferroviário local. Vale dizer ainda que cada aluno recebe um kit com material de apoio pedagógico, pensado para ser um instrumento de criação e empoderamento, possibilitando o registro do cotidiano, das memórias e da riqueza simbólica presente nas comunidades”, informa.

Ainda segundo o coordenador, as aulas presenciais se destacam pelo contato próximo, pelo acolhimento e pelo estímulo à expressão individual e coletiva. “O encontro entre diferentes gerações e olhares promove uma troca contínua de saberes, onde a diversidade e novas conexões não apenas enriquecem a experiência, mas reafirmam a importância de projetos que reúnem pessoas tão plurais no centro da narrativa. O impacto se estende para além da sala de aula, gerando frutos para a economia criativa, o relacionamento com as comunidades e a preservação da memória viva dos territórios atravessados pela ferrovia”, afirma Preto Filho.
Conexões
O projeto prevê ainda instalações artísticas nas cidades, a produção de videoartes (minidocumentários), uma galeria virtual e uma grande exposição presencial em Belo Horizonte, ampliando o alcance dos trabalhos produzidos pelos alunos. O Estação é, antes de tudo, um projeto que olha para as pessoas e, “ao fazer isso, transforma olhares, fortalece identidades e conecta o passado, o presente e o futuro por meio da fotografia, da arte e da escuta sensível”, reforça o coordenador.

O projeto Estação é idealizado e realizado pela Horus Planejamento e Gestão. Tem apoio da Vale através de recursos para a preservação da memória ferroviária e é regulado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

