A Polícia Civil anunciou nessa quarta-feira (9) que indiciou os responsáveis pelos cães que mataram o menino Guilherme Gabriel Couto Silva. O homem, de 27 anos, e a mulher, de 45, foram indiciados pelo crime de homicídio culposo, quando não há a intenção de matar. O delito está previsto no parágrafo (§) 3 do artigo 121 do Código Penal brasileiro (lei 2.848, de 7 de dezembro de 1940), e as penas previstas variam entre um e três anos de detenção.
Segundo a corporação, o laudo pericial apontou falhas graves nas condições de guarda dos canídeos, o que permitiu que eles escapassem à rua e atacassem o garoto. A Polícia Civil afirmou que o indiciamento por homicídio culposo se deve “em razão da negligência evidenciada na manutenção da contenção e segurança dos cachorros”. Agora, o caso será remetido ao Poder Judiciário.
Relembre o caso
O caso ocorreu no dia 12 de março, uma quinta-feira, no bairro Santa Marta. Guilherme, de 12 anos, caminhava pela rua Nossa Senhora Aparecida, quando foi atacado pelos dois cachorros, ambos de grande porte. Segundo a Polícia Militar informara à época, os rottweilers escaparam por um buraco na cerca, atravessando um matagal e acessando a rua. Os animais chegaram a arrastar o menino para uma área de mata, soltando-o apenas quando populares intervieram.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestou socorro e encaminhou Guilherme ao Pronto-Socorro Municipal de Itabira. Pouco depois, ele precisou ser transferido a um hospital de Belo Horizonte. O garoto faleceu a 16 de março, quatro dias após o ataque. O óbito consternou a sociedade itabirana e todo o Médio Piracicaba, e motivou um projeto de lei para proibir a criação de cachorros de raças ferozes em Itabira. Policiais militares que atenderam à ocorrência precisaram abater os dois cães, que estavam muito violentos e agressivos depois do ataque e não obedeciam sequer às ordens de seus próprios donos.

