Desde 1984
Breno Eustáquio
09 de Fevereiro de 2024
Hábitos Deletérios: já ouviu falar?

Na busca por uma vida plena e saudável, é imperativo reconhecer e confrontar os hábitos deletérios que minam nossa qualidade de vida. Esses padrões comportamentais representam um desafio constante para a nossa saúde física, mental e emocional. Mas o que são hábitos deletérios? São comportamentos prejudiciais à saúde, capazes de causar danos significativos ao organismo, comprometendo sua funcionalidade e bem-estar geral.
Dentre esses comportamentos nocivos, destaco: o tabagismo; o consumo excessivo de álcool; a alimentação inadequada rica em gorduras saturadas e açúcares e a falta de atividade física regular. Não poderia deixar de mencionar o uso abusivo de substâncias psicoativas, como os calmantes: sem orientação médica, remédios quase sempre do tipo “tarja preta” podem representar uma ameaça à saúde mental, desencadeando uma série de consequências adversas. Se você possui algum desses hábitos, é prudente procurar ajuda profissional.
Entre todos os hábitos deletérios que cito aqui, considero que nenhum outro se destaca tanto quanto o tabagismo. Fumar é uma prática que, apesar das inúmeras campanhas de conscientização, continua a fazer parte da rotina de milhares de brasileiros, números que vem aumentando (apontam pesquisas), especialmente entre os mais jovens. Os malefícios do cigarro são vastos e irrefutáveis. Desde problemas respiratórios até doenças cardíacas e câncer, o tabagismo é uma ameaça latente à saúde. Mais do que isso, é um hábito que não afeta apenas o fumante, mas também prejudica aqueles que o cercam, representando um desrespeito flagrante à coletividade. Eu mesmo moro em um prédio onde constantemente sou incomodado com a fumaça de cigarros vindo de apartamentos vizinhos. Embora não seja proibido fumar dentro de casa, a Lei Federal Antifumo (nº 12.546/2011) e o Decreto Federal nº 8.262 (2014) proíbem cigarro em espaços coletivos fechados, sejam públicos ou privados. Em tese, a fumaça proveniente de uma unidade habitacional não pode invadir a outra. O condomínio pode ser responsabilizado, porque o direito à saúde é um dever da coletividade.
É alarmante como, mesmo com informações amplamente difundidas sobre os perigos do tabaco, o hábito de fumar persiste. Isso sugere uma desconexão entre o conhecimento e a prática, uma lacuna que precisa ser urgentemente preenchida através de uma mudança cultural e educacional. É fundamental reconhecer que a busca pela qualidade de vida não é uma jornada solitária. Respeitar os espaços coletivos e preservar a saúde das pessoas a nossa volta são compromissos importantes. Cada indivíduo tem o dever moral de contribuir para um ambiente mais saudável e seguro, tanto para si mesmo quanto para os outros.
Portanto, é hora de repensarmos nossos hábitos e priorizarmos escolhas que promovam o bem-estar geral. Investir em saúde não é apenas uma opção, mas uma necessidade inegociável. Devemos nos comprometer a abandonar hábitos deletérios e adotar práticas que nutram nosso corpo, mente e espírito. Nossa qualidade de vida está intrinsecamente ligada às nossas escolhas diárias. Cabe a cada um de nós fazer escolhas conscientes e responsáveis, em prol de uma vida mais saudável e equilibrada para todos. A mudança começa em nós mesmos, em nossos hábitos e atitudes.

 

(*) Breno Eustáquio da Silva é professor universitário, doutor em educação