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Editorial
22 de Abril de 2022
Investimento social necessário

A Fundação Municipal Crê-Ser inaugurou, nesta semana, o sétimo núcleo com atendimentos a crianças e adolescentes. Nos locais, que funcionam em contraturno ao horário escolar, são oferecidos apoio pedagógico, atividades recreativas, culturais e lúdicas, bem como alimentação. A estrutura, já presente em outros bairros, chega agora ao Amazonas, comunidade carente de atenção e que sofre com enchentes e poluição. Tanto que o pedido era uma demanda antiga da população. No dia 30 deste mês, um novo espaço será inaugurado no bairro Nova Monlevade.

O governo acerta ao ampliar e oportunizar o acesso de crianças e jovens às atividades de educação, cultura, esporte e lazer, entre outros. Sem aulas presenciais e com uma rotina escolar afetada, eles foram muito prejudicados pela pandemia. O próprio prefeito Laércio Ribeiro afirmou que no Brasil e no mundo, a população se perdeu na educação infantil e dos adolescentes nesse período.

Ele não está errado. Segundo relatório anual da Fundação Abrinq, entidade que cuida dos Direitos da Criança e do Adolescente, o Brasil tem 9,1 milhões de pessoas entre 0 e 14 anos vivendo em situação de extrema pobreza (renda per capita mensal inferior ou igual a um quarto de salário-mínimo) e 9,7 milhões em situação de pobreza (renda per capita mensal de mais de um quarto até meio salário-mínimo). A publicação, no ano passado, reúne ainda indicadores sociais, como mortalidade infantil, acesso a creche, trabalho infantil, desigualdade social e violência. E Monlevade, lamentavelmente, não fica fora dessas estatísticas.

Iniciativas do governo, de entidades, Ongs, clubes de serviços, voluntários, entre outros, que venham para minimizar os impactos das desigualdades e promover ações para as crianças e jovens de comunidades, são bem-vindas. Não se pode fechar os olhos e fingir que nada acontece. O investimento na área social nunca foi tão importante e necessário.