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Editorial
11 de Fevereiro de 2022
Rota Escolar precisa ser revisto

A Prefeitura de João Monlevade precisa rever o funcionamento do Rota Escolar, que demonstra claros sinais de desgaste. O número de usuários aumentou, e as rotas estão cada vez mais longas, prejudicando pais e crianças. Nesta semana, o assunto dominou os debates da Câmara Municipal. Vídeos com crianças em pé, em ônibus lotados, também circulam pelas redes sociais, denunciando a situação. O problema é grave e precisa ser resolvido. 

Criado como um benefício para todos os estudantes da rede pública na cidade, o Rota Escolar hoje, é bem diferente, porque a realidade também é outra. Crianças que estudam longe de casa são as que mais sofrem. Muitos pais reclamam que seus filhos têm chegado em casa tarde, alguns após às 19h, quando suas aulas terminam por volta das 17h15.

Enquanto isso, a Prefeitura e o Estado não conseguem seguir o zoneamento escolar, porque o sistema tem falhas, além de ser de conhecimento público que muitos pais apresentam comprovantes de endereços falsos para garantir vagas de seus filhos em escolas supostamente melhores que outras, o que também aumenta o número de usuários do Rota Escolar.

Estudantes precisam ir à escola com segurança e os pais precisam ter a garantia de que eles a terão. Além disso, a Prefeitura é responsável por esse serviço e deve melhorar a prestação dele. Fato é que a situação não deve continuar do jeito que está. A revisão é fundamental para melhorar para os alunos, pais e evitar dores de cabeça políticas.