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Editorial
28 de Janeiro de 2022
Volta às aulas com vacinas

A volta às aulas nas escolas municipais em João Monlevade está mantida para o dia 7 de fevereiro. Não há por enquanto, decisão de adiar o início do ano letivo. O governo de Minas também mantém o início do ano letivo para o dia 7 nas escolas estaduais. Enquanto isso, demais prefeitos da região vão debater o assunto em reunião na manhã de hoje (28), na sede da Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Rio Piracicaba (Amepi). 

 Por outro lado, diante do debate de adiamento ou não do começo das aulas, há a necessidade de ampliar o número de crianças vacinadas, na faixa de 5 a 11 anos, com e sem comorbidades. A Prefeitura precisa de uma ampla campanha para aumentar a porcentagem de imunizados para o ano letivo de 2022. 

Além disso, é hora dos pais se conscientizarem e levarem seus filhos aos postos de vacinação. Afinal, quanto mais crianças imunizadas, mais segurança para todos. Embora a vacinação não impeça o contágio de coronavírus e a ampliação da Covid-19, sabe-se que os casos graves diminuem com a imunização. É o que apontam todas as estatísticas a respeito. 

Fato é que crianças não podem ser prejudicadas com o adiamento das aulas. Mas é preciso que seja acelerado o processo de vacinação dos pequenos para que eles fiquem mais protegidos e entrem também no combate para enfraquecer o vírus. A imunização precisa ser feita o mais rápido possível, considerando que já houve uma demora para o início da aplicação em crianças.

Pais que não querem vacinar seus filhos os expõem à doença e ampliam a chance deles se contaminarem e terem quadro de saúde agravado. O médico Marcelo Otsuka, coordenador do Comitê de Infectologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Infectologia, considera que os riscos de reação às vacinas são mínimos perto do que a doença provoca. Em pleno século XXI, é inadmissível discutir importância de vacinas. Isso é prejudicial à saúde coletiva e irresponsabilidade e só colabora para que o vírus fique mais fortalecido.