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Editorial
15 de Outubro de 2021
Monlevade sem água

Na última edição do A Notícia, na sexta-feira passada (8), editorial e manchete alertavam contra o desperdício de água para evitar racionamento e até problemas no abastecimento do município. O jornal não poderia ter sido mais profético. Na terça-feira (12), uma adutora do Departamento de Águas e Esgotos (DAE) se rompeu e a cidade ficou, até ontem (14), com vários bairros sem água. Em algumas localidades, ainda o abastecimento não retornou totalmente. 

O problema não é novo. Ele é fruto de anos sem investimento na estrutura do DAE para melhorar a captação e distribuição de água. O sistema de água foi construído na década de 1970 e, até hoje, não foram feitas melhorias vultosas, que acompanhassem a evolução dos tempos. 

A cidade cresceu, a população aumentou, loteamentos foram construídos, prédios com vários apartamentos ocuparam espaços de casas pequenas e a operação de captação e distribuição segue a mesma. Monlevade sofre com o sistema deficitário e são necessárias medidas de médio e longo prazo para resolver a questão. 

E é por isso que a responsabilidade da constante falta de água recai no colo de todos os ex-prefeitos que não se preocuparam com a adequada ampliação dos sistemas de abastecimento da cidade. Sem investimentos grandiosos, um plano de ação concreto e eficaz, o drama da falta de água será cada vez mais constante. Isso, sem falar na seca histórica, no desperdício e falta de consciência de muitos. Não dá mais para “apagar incêndios” no DAE. Sem ações preventivas e investimentos cruciais, a conta pode ser muita alta num futuro próximo.