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Editorial
08 de Outubro de 2021
Uso responsável da água para evitar racionamento

O fantasma da falta d’água, tão conhecido no Nordeste brasileiro, começa a pairar sobre João Monlevade. A ameaça das torneiras vazias, das pilhas de louça e roupa suja, da poeira e da falta de banho não está descartada até que as chuvas caiam em boa quantidade sobre os reservatórios. Em Itabira, o racionamento já está em vigor pelo menos até 20 de outubro: cada região da cidade terá de ficar um dia por semana sem abastecimento. 

Passar próximo ao rio Piracicaba pode dar a falsa sensação de que há água em abundância em João Monlevade. Ledo engano: o rio é imundo por conta do esgoto despejado e inútil para fornecimento de água para consumo humano. Quase toda a água usada no município provém do rio Santa Bárbara, bem menos abundante. Sobrecarregá-lo é um suicídio. 

Para evitar a falta d’água, o cidadão terá de fazer sua parte. O uso da água deve ser racionalizado, contendo o desperdício e eliminando os vazamentos. Hábitos como usar a mangueira para limpar a calçada e lavar carros precisam ser eliminados por enquanto. O poder público, claro, não pode faltar, implantando um programa de reaproveitamento e redução no uso em prédios públicos e reparando de imediato qualquer infiltração ou vazamento. Se o racionamento é insuportável, o monlevadense precisa aprender hoje a controlar seus hábitos, sob pena de tornar-se escravo deles.