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Editorial
03 de Setembro de 2021
Transporte público precisa de soluções

O transporte público em João Monlevade, há anos, não vai bem. Aliás, em todo o Brasil. Ônibus lotados, sujos, atrasados, falta de cobrador, passagem cara.

Com tudo isso, fica difícil para o cidadão engolir o repasse de R$350 mil mensais para a empresa se manter, após prejuízos causados pela pandemia, queda de passageiros e aumento substancial dos insumos, como combustível, pneus, lubrificantes, etc.

Mas o que está em jogo, não é ajuda para a Enscon. É uma solução emergencial para o transporte público municipal. A concessionária do serviço pede ajuda para reequilibrar o caixa. Isso, porque numa conta simples, as passagens a R$4,10 estão bem aquém do valor necessário para equalizar receitas e despesas. Elas deveriam, segundo planilha do Settran, custar R$6,80. 

Sem o subsídio, justifica a Prefeitura e a empresa, quem será penalizado é o cidadão com o aumento da tarifa, em momento impensável para tal. Além disso, a falta dos recursos pode resultar na suspensão dos ônibus Vamos à Escola, demissões e até suspensão de linhas. 

Por outro lado, a população e parte dos vereadores que votaram contra a medida consideram que a empresa presta um serviço precário, a empresa tem frota sucateada e, levando em conta o tamanho da cidade, a passagem está entre uma das mais caras do país. 

Fato é que Monlevade merece um serviço de transporte público de qualidade e com respeito ao cidadão. Com a nova licitação, prevista para 2022, está na hora de pensar em um edital melhor, humanizado e com a devida fiscalização para o bem do usuário. O Transporte Público precisa é de soluções. Problemas já são muitos.