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Editorial
06 de Agosto de 2021
É fundamental tomar a segunda dose

Em João Monlevade, mais de 1,6 mil pessoas ainda não tomaram a segunda dose das vacinas, apesar de já poderem receber a aplicação. A informação é do vereador Bruno Cabeção (Avante). O prazo entre as aplicações da primeira e segunda dose da AstraZeneca e Pfizer, é de 84 dias. Já a CoronaVac é de 28 dias.

No entanto, infelizmente, há quem se nega a tomar a segunda aplicação. Isso ocorre por ignorância, negacionismo ou displicência. Neste momento da pandemia, nunca foi tão importante pensar em todos para então pensar em si. Quanto mais pessoas vacinadas, mais fraco o vírus fica e a circulação dele também enfraquece. Portanto, mais saúde para todos. É o que garantem especialistas em saúde. 

Integrantes do Programa Nacional de Imunizações (PNI), os imunizantes CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer foram testados e têm eficácia comprovada. Eles precisam das duas doses, em intervalos diferentes, para que o esquema vacinal seja completo. A única exceção, até o momento, é a vacina da Johnson&Johnson, que utiliza apenas uma dose.

Além de aumentar a proteção, a segunda aplicação ajuda a prolongar a proteção das pessoas. Ela reforça a resposta imunológica do corpo para combater o vírus. É com a segunda dose, garantem autoridades em saúde, que a produção de anticorpos será melhor. 

É fundamental que os municípios se esforcem para garantir o maior número de pessoas vacinadas o quanto antes. Assim, as duas doses são necessárias para controlar a pandemia, porque quem só tomou uma dose da vacina, corre mais risco de se infectar e, com mais vírus circulando, cresce a chance de surgir novas variantes, causando mais doença e mortes. 

Não existe recuperação econômica sem saúde. Para considerar a imunidade total, é preciso que, ao menos, 70% da população receba as duas doses. Portanto, é dever de todos e compromisso inegociável com a saúde pública, completar a imunização. Para o bem de cada um e de todos.