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Editorial
16 de Julho de 2021
Vacina boa é vacina no braço

Ao mesmo tempo em que o boletim epidemiológico da Prefeitura de João Monlevade aponta queda no número de mortes no município após o início da vacinação, pesquisa da FioCruz aponta que as vacinas Coronavac, do Instituto Butantan, e Covishield, da AstraZeneca, mostraram efetividade de 70% contra casos graves e mortes por Covid-19 em idosos no país. Além disso, aponta para um dado importante: todas as vacinas aprovadas protegem contra a Covid-19.

Não justifica adiar a vacinação, quando chega a vez, esperando uma vacina “melhor” que outra. Quanto mais pessoas vacinadas, mais segurança, menos risco de contágio e menos risco de morte. O Governo de Minas tem a meta de vacinar todos os adultos até o fim de setembro. O desejo mesmo era que todos já estivessem vacinados, para diminuir os casos de contágio e reinfecções. 

Quem já tomou a primeira dose deve tomar a segunda quando chegar a hora. Quem ainda não tomou, precisa redobrar os cuidados para evitar a contaminação pelo coronavírus, que já matou 208 pessoas em Monlevade e contaminou 8.304 pessoas no município. 

A vacinação está ocorrendo, mas o envio de doses, o que interfere na velocidade de imunização, depende do Governo Federal. E, pensando positivo, são as vacinas que salvam vidas, mesmo que não sejam capazes de resolverem o problema da pandemia sozinhas. Mesmo assim, quando aumenta o número de vacinados, diminui o número de mortes e de casos graves em Monlevade. Por mais vacina, por mais saúde.