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Editorial
18 de Junho de 2021
Que perca o vírus

Enquanto a Seleção Brasileira disputa a Copa América e times nacionais brigam pelo campeonato Brasileiro, a torcida, na verdade, é que a saúde vença o vírus. Ninguém quer perder familiares e nem ser derrotado pela doença. O país se aproxima de 500 mil óbitos, números tão inacreditáveis quanto inaceitáveis em se tratando de uma doença causada por vírus que poderia ser evitada com a vacina. 

João Monlevade tem 25% da população vacinada em primeira dose, mas apenas 13,7% em segunda. O ideal, conforme especialistas, é que cheguemos a 70% de imunização para termos uma vida mais segura, com menos riscos de contaminação. 

Por enquanto, é preciso repetir que os cuidados são fundamentais: evitar aglomeração, lavar as mãos e usar máscaras sempre. Mesmo os vacinados, não podem relaxar, por enquanto. A vacina da AstraZeneca, aplicada em professores, por exemplo, exige um espaço de 84 dias entre a primeira e a segunda dose. Portanto, são quase três meses sem cobertura total do imunizante.

Conforme os últimos boletins do Hospital Margarida, o número de internados na casa de saúde na enfermaria supera o de internados no CTI. Isso é motivo para comemorar? Sim. Afinal, é a prova de que as vacinas têm surtido efeitos. Mesmo os internados, não chegam em estado tão grave à casa de saúde. Mas isso não significa que se pode abrir mão dos cuidados, ignorando a doença, seus efeitos colaterais e suas vítimas fatais. 

É muito bom acreditar que a vitória contra o vírus está próxima. Mas ainda estamos em plena luta, dependendo dos esforços de cada um para vencermos. Quem tomou a primeira dose, assim que chegar o prazo para a segunda, deve tomar. Quem não tomou a primeira e já pode ser contemplado, também precisa procurar os postos de vacinação. Somente com a vacina, poderemos retomar à chamada vida normal. Sem vacina, não há recuperação da economia, não há volta às aulas e nem ao convívio social sem medo. Não é hora de trégua. É hora de empenho para que o vírus perca. Ele já causou males demais.