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Editorial
16 de Abril de 2021
Retrato do atraso

O velório municipal de João Monlevade está prestes a consumir mais dinheiro público. Abandonado e depredado, o espaço público bate recorde de investimentos nos últimos anos. Sem cumprir a sua função, o local se transforma num verdadeiro funeral de recursos públicos. A má gestão das obras por parte do poder público já consumiu R$258 mil e, agora, a Prefeitura abre licitação para investir mais R$280 mil. Isso, entre o ano de 2016 até agora. Em cinco anos, o velório vai consumir mais de meio milhão de reais. É muito dinheiro desperdiçado, graça à falta de fiscalização das obras por parte dos dois ex-prefeitos e ex-vereadores das duas últimas legislaturas. 

Do local, foram levados objetos da estrutura, como a fiação, lâmpadas, torneiras e o espaço está sujo, pichado e quebrado. Falta seriedade e respeito com o dinheiro que sai dos cofres da Prefeitura. Vale lembrar que a administração municipal ainda mantém, desde 2019, um espaço alugado no bairro Santa Bárbara, ao custo de R$7,5 mil por mês. Desde janeiro de 2020 até o momento, somam-se quase R$120 mil com os pagamentos de aluguéis. 

O município precisa exigir garantias de qualidade dos serviços prestados pelas empresas que executam as obras. Do contrário, o poder público fica refém de serviços mal feitos e gasta bem mais do que o necessário para a sua realização. O velório municipal, do jeito que está, é o retrato do atraso em que Monlevade está inserida.